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OS DIÁRIOS DE PESQUISA COMO DISPOSITIVO PARA NARRAR A EXPERIÊNCIA QUE SE PASSA ENTRE NÓS: UM CONTORNO METODOLÓGICO POSSÍVEL FORJADO NA INCIAÇÃO CIENTIFICA.

Bitácora Educativa - 2017, Junio 19 - 20:55

OS DIÁRIOS DE PESQUISA COMO DISPOSITIVO PARA NARRAR A EXPERIÊNCIA QUE SE PASSA ENTRE NÓS: UM CONTORNO METODOLÓGICO POSSÍVEL FORJADO NA INCIAÇÃO CIENTIFICA.

 

Sara Busquet - UERJ/FFP

[1]

sarabusquet@gmail.com

Anelice Ribetto - UERJ/FFP

[2]

anelatina@gmail.com

 

Este ensaio expõe uma pesquisa que a modo de um relato experimental objetiva apresentar uma produção de pensamento sobre um contorno metodológico possível para quem problematiza a experiência educativa no cotidiano escolar: o diário de pesquisa. Efeito da prática cartográfica produzida nos encontros entre uma bolsista de iniciação cientifica ,um coletivo de pesquisa e uma pessoa com surdocegueira que habita uma escola pública de Niterói, o diário emerge como força expressiva  para dar a ver e enunciar aquilo que emerge como experiência neste cotidiano escolar e assim dar língua aos afetos que por esse território experiencial passam. Desta forma, o texto apresentado é uma composição entre a escrita diaristica da pesquisadora/coletivo de pesquisa e alguns interlocutores que emergem de leituras do próprio campo de análise. Foi um trabalho apresentado no XI Seminário Internacional As Redes de Conhecimentos e as Tecnologias (UERJ, RJ, junho de 2017) e no VIII Encuentro Iberoamericano de Colectivos y Redes de maestros que hacen investigación e innovación desde su escuela y comunidad (Morelia, México, julho de 2017).

 

1. Primeiros encontros para produzir este contorno metodológico.

 

Penso, converso e componho como se tece esta pesquisa diarística... Quando me encontrei com essa metodologia? Afinal, o que é, ou que entendo (conversando com autores) por diário de pesquisa?

(Diário de pesquisa, 29 de junho de 2016)

 

Em 2014, Sara Busquet começou a participar como bolsista de Iniciação à Docência, do Subprojeto de Pedagogia da Faculdade de Formação de Professores do Projeto PIBID/CAPES/UERJ e Anelice Ribetto integrou esse mesmo projeto como coordenadora, em conjunto com a professora Rosimeri de Oliveira Dias.

Permaneci no Pibid

[3]

(Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) por dois anos. Esse Subprojeto funcionava na época em parceria com duas escolas, Colégio Estadual Conselheiro Macedo Soares (no Barreto, em Niterói) e CIEP Municipalizado 411 Dr. Armando Leão Ferreira (no Engenho Pequeno, em São Gonçalo), colocando em análise as micropolíticas do cotidiano da escola básica e da formação de professores.

Durante esses dois anos, participei de dois coletivos de trabalho e estudo no CEC Macedo Soares: a Oficina de Informática e o Conexão Macedo. O trabalho aconteciana escola, entre bolsistas e os sujeitos da escola, experimentávamos e problematizávamos os efeitos dos modos representacionais na escola e na vida:

 

Penso com o texto de Orlandi (2002) que conversamos

hoje no grupo de estudos...

Uma escolha, um gesto, um fazer...nunca são somente aquilo que se apresenta. Existem as dobras, as redobras, aquilo que se vê, que se toca e aquilo que não se vê ou não se pode tocar. Em um campo de tensões...

Conexão Macedo é nosso projeto... Experimentar a coletividade não porque é preciso ter domínio disso para sobreviver no mercado de trabalho, mas sim porque vivemos no coletivo, assim é que se faz a vida, o outro em nós. Não porque precisamos criar corpos dóceis que precisam viver em sociedade, mas sim como um meio pelo qual se dá visibilidade ao que é potente nas relações entre NÓS...

(Diário de pesquisa, 26 de agosto de 2015)

 

Foi durante minha permanência no Subprojeto Pibid de Pedagogia na FFP que conheci o método da cartografia e o diário de campo como dispositivo de análise dos movimentos que me atravessavam na escola, na minha formação, na minha vida. Também foi lá que frequentei grupos de estudos onde tínhamos como eixo de análise a noção deformação inventiva de professores, o conceito de cartografia como método de pesquisa e as políticas e práticas da diferença entre escola básica, universidade e a vida. Esses conceitos reverberam na pesquisa monográfica que vem sido composta que, dando expressão a uma cartografia, se tece como diário de pesquisa.

 

Às vezes os versos não vêm quando estamos sentados à mesa para escrever ou quando estamos com um lápis na mão. Muitas vezes eles emergem de um momento qualquer, em uma situação qualquer e pulsam em minha mente querendo sair, querendo eternizar-se em uma folha de papel qualquer ou em um lugar qualquer que possa ficar. Deve ser por isso que eles estão espalhados por mim ou no meu diário ou nas “páginas” do meu celular.

(Diário de pesquisa, 22 de junho de 2015)

 

O método utilizado para o processo de escrita, pesquisa e elaboração da monografia que está em andamento tem sido o da cartografia.Segundo Kastrup (2009), a cartografia tem como finalidade desenhar a rede de forças à qual o objetivo ou fenômeno em questão se encontra conectado. Para isso é preciso que o cartógrafo se deixe levar, se conecte, se permita envolver por esse coletivo de forças “Como cartógrafos, nos aproximamos do campo como estrangeiros visitantes de um território que não habitamos. O território vai sendo explorado por olhares, escutas, pela sensibilidade aos odores, gostos e ritmos” (p. 61).  Por meio deste método cartografo os atravessamentos, as tensões e as linhas pelas quais se passa a minha pesquisa. Através do dispositivo de um diário de pesquisa registro o que e acontece no campo de forças e afetos no decorrer do processo da monografia:

 

Seria possível transportar o sensível para o papel?

(Diário de pesquisa, 25 de agosto de 2015)

 

            A pergunta que escrevo acima, me fiz em 2015... Ela reverbera em mim desde então... Me surgiu durante uma aula de Estágio Supervisionado I com a professora Regina de Jesus na FFP/UERJ. Conversávamos sobre o registro em diários de pesquisa daquilo que nos acontece no cotidiano, e naquela situação, como dispositivo que nos permitiria pensar o estágio e nossa formação como docentes.

 

Para a pesquisa cartográfica são feitos relatos regulares, após as visitas e as atividades, que reúnem tanto informações objetivas quanto impressões que emergem no encontro com o campo. Os relatos contêm informações precisas - o dia da atividade, qual foi ela, quem estava presente, quem era responsável, comportando também uma descrição mais ou menos detalhada - e contêm também impressões e informações menos nítidas, que vêm a ser precisadas e explicitadas posteriormente. Esses relatos não se baseiam em opiniões, interpretações ou análises objetivas, mas buscam, sobretudo, captar e descrever aquilo que se dá no plano intensivo das forças e dos afetos. (KASTRUP, 2009, p. 70)

 

2. Os diários de pesquisa

 

Aqui inicia meu diário de pesquisa...

sua escrita... início de uma monografia diariada ou diarística

que se compõe na escrita das experiências e que

tem nesse movimento uma expressão de vida.

Um diário.

(Início do diário de monografia)

 

Diariando...

 

Sendo tarefa do cartógrafo dar língua para afetos que pedem passagem, dele se espera basicamente que esteja mergulhado nas intensidades de seu tempo e que, atento às linguagens que encontra, devore as que lhe parecerem elementos possíveis para a composição das cartografias que se fazem necessárias. O cartógrafo é antes de tudo um antropófago (...)  Para isso, o cartógrafo absorve matérias de qualquer procedência. não tem o menor racismo de freqüência, linguagem ou estilo. Tudo o que der língua para os movimentos do desejo, tudo o que servir para cunhar matéria de expressão e criar sentido, para ele é bem-vindo. (ROLNIK, 1989, p.1)

 

Como podemosregistrar aquilo que nos acontece? E o que é isso que nos acontece? Acontecer? Passar? Larrosa sobre o conceito de experiência... Mas acredito que precisamos (me incluo) perceber, como Larrosa (2002) nos diz também, sobre a diferença entreinformação e experiência para continuar escrevendo nessas páginas... Diariamente se passam muitas coisas em nossas vidas, em nossas pesquisas, porém, ao mesmo tempo, quase nada nos acontece (LARROSA, p. 21, 2002). Tudo o que se passa, passa demasiadamente depressa, cada vez mais depressa (LARROSA, p. 23, 2002) e estamos cada vez mais informados, com mais informações:

 

A informação não é experiência. E mais, a informação não deixa lugar para a experiência, ela é quase o contrárioda experiência, quase uma antiexperiência. O sujeito da informação sabemuitas coisas, passa seu tempo buscando informação,o que mais o preocupa é não ter bastante informação;cada vez sabe mais, cada vez está melhor informado,porém, com essa obsessão pela informação e pelo saber(mas saber não no sentido de “sabedoria”, mas nosentido de “estar informado”), o que consegue é quenada lhe aconteça. (LARROSA, p. 21, 2002)

 

Entretanto, quando estamos disponíveis para o outro, penso com Larrosa (2002), quando paramos para sentir, osensível nos atravessa. Volto-me para minha pergunta...Algo sensível nos toca?Não é algo inteligível que se possa descrever, clinicamente analisar, mas penso que é algo que pulsa... E isso que pulsa? Como registrar? Como não deixar passar aquilo que me passa?

 

Para [pensar partiendo de laexperiencia] no basta con narrar los hechos: es necesario inventar para que una experiencia tome sentidos. En cambio, para "atenerse a loshechos" no es necesario inventar porque ellos nos vienen dados por los modelos aprobados de relación con el mundo, es decir, por los códigos simbólicos de que disponemos. (...) en ellenguaje es necesario inventar porque en laexperiencia a la que el recuerdo se refiere insistentemente, están presentes elementos que loslenguajes de que disponemoscancelan, descartan, evitan, para conservar laimagenya dada(ZAMBONI, p. 25-26, 2002)

 

Penso em minha pesquisa... Como registrar o encontro com o outro? Como narrar a experiência com o outro? Experiência... Conversando com Larrosa (2002), entendo que experiência não é aquilo que passa ou se passa. De acordo com o autor, a experiência é aquilo que nos passa, nos toca, nos atravessa.  Mas e registrar? Escrever? Diariar? Leila Domingues nos alerta que a escrita pode transformar o que vemos ou o que ouvimos em batalhas... “Ela transforma-se em um princípio de ação. Em contrapartida, aquele que escreve se transmuta em meio a esse emaranhado” (MACHADO, p. 149, 2004). Penso, junto com ela, na aposta metodológica deste diário: diariar: um verbo, uma ação, algo que se faz e que nos transforma.

Verbo, ação, diariar...Entretanto, como se vive esse verbo? Este diariar? Skliar nos diz que já nãobasta dizer que escrever é importante para o amanhã, que escrever serve para ofuturo, que escrever serve para o trabalho ou para a continuidade no estudo. “Escrevendo é no presente, nãono futuro. Escrever escrevendo, sim.” (SKLIAR, p. 19, 2016). Escrevendo, diariando, vivendo o presente, o que me atravessa agora, o que pulsa do encontro entre nós na escola.

O encontro entre nós na escola... Vivendo esse encontro e o diariando é o que me proponho no diário de monografia/pesquisa que está em composição. Conversando com Rosimeri Dias percebo que o diário escrito, na cartografia, pode ser uma possibilidade de transformação que acontece e cria novos sentidos e fazeres e de dizeres. Sentidos daquilo que estamos vivendo, expressando no dispositivo do diário ações do presente que nos atravessam.

 

Inventar e escrever uma constituição que nos passa e nos atravessa é distinto de contar o que já está dado e representa-lo caligraficamente. (...) Uma tessitura que opta por dar passagem aos fragmentos de diários das investigações que nos mostram, com efeito, a possibilidade de constituição de um devir texto. Um modo de escrever, de estudar, de trabalhar, de ler o que nos passa e o que se passa nesse entrelugar – formação e escola. (DIAS, p. 114, 2016)

 

Nesse entrelugar em que se atravessa minha pesquisa emergem questões entrenós... O que nos atravessa, escola, universidade, o coletivo de pesquisa... Diariando, escrevendo... Me faz pensar em mais uma questão... Como que estou registrando isso que se passa entrenós? Escrevendo, sim... Paro e olho para a tela do computador, para o diário em cima da mesa e vejo... Palavras. Constantemente, diariamente, escrevo palavras... Larrosa nos diz “creio no poder das palavras, na força das palavras, creio que fazemos coisas com as palavras e, também, que as palavras fazem coisas conosco”(LARROSA, p. 21, 2002). Me faz pensar... O que tenho feito com as palavras aqui no diário de monografia, na pesquisa? O que essas palavras todas têm feito comigo? Percebo que muito de mim tem aqui neste diário e que muito daqui tem em mim...

Leila Domingues Machado nos diz que a leitura nos percorre e não faz apenas parte de umalembrança, torna-se nosso próprio corpo. “É preciso que haja uma composição das consultas, das leituras e releituras, das escolhas,enfim, da vida, naquele que escreve e no que escreve” (MACHADO, p. 149, 2004).O que essa pesquisa tem feito comigo? Para a autora,

 

Trata-se deconectar fragmentos por meio da criação de um estilo de escrita. Eo corpo que aí se cria, não é um corpo de doutrina, é o própriocorpo daquele que ao ser percorrido pelas leituras se apossou delas efaz sua afirmativa. (...) A escrita como encontro com a alteridade, como umdesmanchar do Idêntico, a escrita como um ‘outramento’. Umaestranheza. (MACHADO, p. 149, 2004).

 

            Outramento, o outro, alteridade... Este diário não é meu, não se trata de mim, não se vive por mim... Se trata, se vive, se diária entre nós... Escrevendo estou, diariando estou em um dispositivo de expressão do que acontece no encontro entre mim e os sujeitos na escola.... Digo verdades aqui? Falo do outro aqui? Não pretendo isso... Escrevendo entrenós... “O texto diarista enuncia sua própriaprodução, liberando-se da pretensão do conhecimento definitivosobre o objeto” (BARROS E PASSOS, p. 175, 2009).

            Vivendo uma composição entre nós, mas como eu me coloco nesse entre? Como estou nesta pesquisa?Larrosae Rolnik, mesmo em conversas diferentes me fazem pensar em como estou nessa pesquisa.  Tudo (ou quase tudo) que me passa na escola, nessa pesquisa entre, eu me coloco a disposição para pensar, sentir, viver, escrever, diariar. “O cartógrafo é um verdadeiro antropófago: vive de expropriar, se apropriar, devorar e desovar, transvalorado” (ROLNIK, p. 2, 1989)Pensando, sentindo, vivendo, escrevendo, diariandoo presente... Tem sido um exercício diário, vivido... Como nos diz Larrosa,a experiência nos exige um gesto de interrupção:

 

parar para pensar, parar para olhar,parar para escutar, pensar mais devagar, olhar maisdevagar, e escutar mais devagar; parar para sentir, sentirmais devagar, demorar-se nos detalhes, suspendera opinião, suspender o juízo, suspender a vontade,suspender o automatismo da ação, cultivar a atençãoe a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobreo que nos acontece, aprender a lentidão, escutar aosoutros, cultivar a arte do encontro, calar muito, terpaciência e dar-se tempo e espaço. (LARROSA, p. 19, 2002)

 

Os encontros entre nós na escola, entre mim e minhas companheiras de Orientação Coletiva, entre mim e os textos de diferentes autores são o que mais me impulsam e diariar... As conversas pulsam em mim no presente e no presente estou as escrevendo, as diariando, as vivendo...

 

Todas as entradas são boas, desde que as saídas sejam múltiplas. Por isso o cartógrafo serve-se de fontes as mais variadas, incluindo fontes não só escritas e nem só teóricas. Seus operadores conceituais podem surgir tanto de um filme quanto de uma conversa ou de um tratado de filosofia. (ROLNIK, p. 2, 1989)

 

No encontro com o outro, este diário tem sido composto... “Trata-se de um pedido da escrita do outro. Sem o outro, a escrita está despojada de alteridade. E despojada de alteridade não há escrita”(SKLIAR, p. 18, 2014). Nesse entrelugar (DIAS, p. 114, 2016), entrenós... Com o exercício contínuo de parar, olhar, escutar, disponibilizar-se...Escrevendo, diariandoo que acontece entre nós (LARROSA, p. 10, 2014), pois “Trata-se apenas de escrever o que nos acontece com nossas próprias palavras.”(SKLIAR, p. 18, 2014).

 

3. Diariando entre nós

 

Cursei a disciplina obrigatória de Educação Especial durante o quarto período da graduação. Em uma das aulas dessa disciplina, realizamos uma visita a Escola Municipal Paulo Freire (EMPF) para conhecer o Atendimento Educacional Especializado

[4]

(AEE) e os grupos bilíngues

[5]

(aulas em Libras, como primeira língua, com o aprendizado do Português, como segunda língua, para sujeitos surdos) de lá. Foi muito interessante conhecer grupo bilíngue e aprender um pouco sobre o cotidiano dessa realidade,pois o grupo bilíngue é uma proposta de turma diferente das que estava habituada a encontrar nas escolas regulares.

 

Estava aqui pensando...

A monografia que estou compondo é efeito de uma pesquisa cartográfica que se tece antes mesmo de me inscrever na disciplina Seminário de Monografia... Antes mesmo de ter uma orientadora, ter "escolhido" um tema.
Um gesto... Aquele gesto... Uma conversa... O encontro...

(Diário de pesquisa, 10 de maio de 2015)

 

No final da visita, eu tive a oportunidade de conversar com um rapaz com surdocegueira através de Libras tátil

[6]

. Esse momento não surgiu do nada, eu já esperava por ele antes de acontecer, minha mãeestava diretora da EMPF quando conversei com o esse rapaz. Eu havia visto o Paulo

[7]

várias vezes na escola enquanto fazia visitas a minha mãe lá. Nunca tinha tido coragem,digamos assim, de conversar com ele. Não por receio dele não querer conversar comigo, mas porque eu não imaginava como eu conseguiria me comunicar com ele.Tinha inúmeras dúvidas: Como iniciar uma conversa? Ele fala com a voz? Ele fala com sinais? Ele consegue me ver? Eu vou entender o que ele quer dizer? Será que consigo?

 

Naquele dia, no final da manhã, resolvi que iria conversar com ele. Pensei que juntos iríamos nos entender e fui! Falei com a professora de apoio

[8]

dele que queria conversar com ele e ela foi me ensinando:faz o sinal nas mãos dele e espera ele responder.

A professora me apresentou a ele, disse meu nome, meu sinal

[9]

e disse que eu era filha da diretora, falou também que eu queria conversar com ele. Ele repetiu meu nome, meu sinal e disse que eu era filha da diretora. Comecei então a falar com ele “Oi! Tudo bem?”e ele repetia o que eu falava. “Você estudou hoje? Você gosta de estudar?”e ele repetia os sinais que eu fazia... Depois de duas tentativas, ele me respondeu! Disse “Eu gosto de estudar muito!”e meus olhos brilharam. Fomos seguindo nossa conversa!

(Diário de pesquisa, 31 de maio de 2016)

 

Necessitamos, segundo Larrosa (2014, p. 71), de uma língua para a conversação... Não para o debate, discussão ou diálogo... Uma língua para resistir, para chamarmos de nossa... Converso com Larrosa e penso a experiência da conversa com Paulo... Seguimoscriando e conversando uma língua nossa, entre nós. Conversamos juntos.

A experiência dessa conversa me afetou...me fez pensar sobre a surdocegueira e sobre a educação especial.Segundo Skliar (2015, p. 27), não podemos estar juntos sem sermos afetados e afetarmos mutuamente. A conversa que tive com essa pessoa me despertou para outros olhares e me atravessou de tal forma que apenas uma pesquisa na internet não satisfez minha vontade de conhecer mais sobre o universo da surdocegueira. Busquei (e ainda busco) cursos, palestras, oficinas, textos, artigos e, talvez, o mais importante: mais conversas com o Paulo.

 

FRIO! Me parece que Paulo ama esse tempinho frio e com chuva... Como posso dizer que ele ama esse clima?

Hoje estava chovendo.

Cheguei na escola e cumprimentei todas as pessoas... Quando dei bom dia a Paulo a primeira coisa que ele disse, antes do meu sinal,foi “CHUVA! MUITA CHUVA”

(Eu fiquei surpresa, pois estava acostumada a receber um bom dia de volta, sucedido do meu sinal)

Eu digo “SIM!!! Muita chuva.”

Pergunto a ele se gosta da chuva e do frio e ele diz que sim, diz que gosta muito. Pergunto sobre o sol... Digo que o sol é bom. Ele diz que não! Não gosta de sol e de calor... Gosta mesmo é do frio.

Eu fiquei impressionada, pois foi a primeira vez que H. e eu conversamos sobre algo que não fosse escola ou como ele estava se sentindo naquele dia...Outra coisa que me deixou feliz: Ele puxou o assunto! Eu mesma nada falei para ele dizer algo... Paulo que quis conversar algo comigo!

(Diário de pesquisa, 06 de junho de 2016)

           

O inusitado! Algo que me capturou, me interrompeu, me deslocou... uma conversa com outro assunto, não o mesmo que sempre converso com H. Uma experiência. Penso, comCONTRERAS E PEREZ DE LARA(2010), que a experiência vem o que não é o inesperado, sem um plano ou ordem da qual pensamos que as coisas devam acontecer. A experiência é atravessada pelo improviso, pelo que pulsa... Algo que vivo.

 

Es experiencia precisamente porque irrumpe ante lo que era previsto, lo sabido; no puede estar sometida a control, ni ser producto de un plan. Por eso obliga a pensar, para ser acogida en su novedad, como lo que no encaja, o lo que necesita de un nuevo lenguaje, una nueva expresión, o un nuevo saber para dar cuenta de ella. Irrumpe también su significado, el sentido de lo vivido. (CONTRERAS E PEREZ DE LARA

 

 

......

 

REFERÊNCIAS

 

 

BARROS, L. P.; KASTRUP, V. Cartografar é acompanhar processos. Porto Alegre: Sulina, 2012, p. 52-75. In: PASSOS, E.; KASTRUP, V.; ESCÓSSIA, L. (orgs.) Pistas do método da cartografia: Pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina, 2009.

 

BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação. Jan/Fev/Mar/Abr 2002 Nº 19.

 

______. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008.

 

DIAS, R. O. (2012). Produção da vida nos territóriosescolares: entre universidade e escola básica. Psicologia & Sociedade, 24(n. spe.), 67-75.

 

______. Fragmentos de diário de campo, escrita e devir texto.In: CALLAI, Cristina; RIBETTO, Anelice (orgs.) Uma escrita acadêmica outra: ensaios, experiências e invenções. 1ª edição - Rio de Janeiro: Lamparia, 2016.

 

CONTRERAS, José Domingo; PEREZ DE LARA, Nuria. La experiencia y la investigación educativa. In: CONTRERAS, José Domingo; PEREZ DE LARA, Nuria.  (Comps.) Investigar la experiencia educativa. Madrid: Ediciones Morata, 2010.

 

MACHADO, L. D. O desafio ético da escrita. Psicologia&Sociedade; 16 (1): 146-150; Número Especial 2004.

 

ROLNIK, Suely.Cartografia Sentimental, Transformaçõescontemporâneas do desejo. Editora Estação Liberdade, São Paulo, 1989.

 

ORLANDI, Luiz B. L. O que estamos ajudando a fazer de nós mesmos?In: Margareth Ragp, Luiz B. L. Orlandi, Alfrerdo Veiga-Neto (Orgs.), Imagens de Foucault e Deleuze – ressonâncias nietzscheanas, RJ, DP&A Ed., 2002, pp. 217-238.

 

SKLIAR, Carlos. Incluir as diferenças? Sobre um problema mal formulado e uma realidade insuportável. Revista Interinstitucional Artes de Educar. Rio de Janeiro, V. 1 N. 1 – pag 13-28 (fev - mai 2015): “Artes de educar”.

 

______. Escrevendo e lendo sobre a identidade, adiferença e a solidão.Leitura: Teoria & Prática, Campinas, v.34, n.66, p.13-29, 2016.

 

ZAMBONI, Chiara. Inventar, agradecer: pensar. In: Diotima, El perfume de la maestra. Enlos laboratórios de la vida cotidiana. Barcelona, Icaria, 2002.

 

 

[1]

Professora de Apoio Educacional Especializado da Rede Municipalde Niterói. Estudante de Pedagogia da FFP-UERJ. Bolsista de IC-CNPQ. Membro do Coletivo “Diferenças e Alteridade na Educação”.

[2]

Professora da Faculdade de Formação de Professores da UERJ. Membro do Coletivo “Diferenças e Alteridade na Educação”.

[3]

O Pibid(Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) é uma iniciativa para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica. O programa concede bolsas a alunos de licenciatura participantes de projetos de iniciação à docência desenvolvidos por Instituições de Educação Superior (IES) em parceria com escolas de educação básica da rede pública de ensino.Os projetos devem promover a inserção dos estudantes no contexto das escolas públicas desde o início da sua formação acadêmica para que desenvolvam atividades didático-pedagógicas sob orientação de um docente da licenciatura e de um professor da escola. Fonte: http://www.capes.gov.br/educacao-basica/capespibid/pibid

[4]

O atendimento educacional especializado (AEE) identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas, segundo a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008).

[5]

Segundo a Carta Regimento das Unidades Públicas Municipais de Educação de Niterói (2015),as turmas bilíngues, de 1º e 2º ciclos do Ensino Fundamental, são turmas que tem um professor regente bilíngue e são acompanhadas por professor de Libras que tem a função de ensinar Libras para alunos e profissionais da Unidade de Educação.

[6]

Segundo o documento do MEC, Educação infantil: saberes e práticas da inclusão: dificuldades de comunicação e sinalização: surdocegueira/múltipla deficiência sensorial(2006), língua de sinais tátil que corresponde a um sistema não- alfabético, caracterizada pela realização dos sinais nas mãos da criança, tem por objetivo viabilizar a compreensão integral da informação pelo sujeito.

[7]

Uso um nome fictício para preservar a identidade do aluno.

[8]

Conforme a Carta Regimento das Unidades Públicas Municipais de Educação de Niterói, o professor de apoio planeja e realiza aulas, mesmo na ausência do aluno com deficiência, trabalhando com os alunos os conhecimentos propostos no projeto pedagógico, de acordo com asdiretrizes curriculares em vigor e atua em conjunto com o professor regente, visando atender ao aluno com deficiência no desempenho das atividades de vida diária.

[9]

Nas interações entre sujeitos surdos ou mesmo entre surdos e ouvintes existem algumas características interessantes. O sinal pessoal é atribuído somente pelos surdos, como se fosse um batismo. Não necessariamente o seu sinal pessoal está relacionado com a primeira letra do seu nome. Disponível em <http://www.posugf.com.br/noticias/todas/1591-a-surdez-e-a-lingua-brasile... Acessado em 14 de junho de 2016.

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La Reforma Educativa de Enrique Peña caducará en 2018; Ordorika

Bitácora Educativa - 2017, Junio 14 - 15:37

La Reforma Educativa de Enrique Peña caducará en 2018; Ordorika

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*Foto: Alejandro Ancona/La Jornada de Oriente

Víctor Hugo Varela Loyola/La Jornada de Oriente

130617.

Imanol Ordorika Sacristán, investigador de la UNAM, participó en el foro “Modelo Educativo. Reforma Educativa”, que organiza la Facultad de Ciencias para el Desarrollo Humano de la Universidad Autónoma de Tlaxcala (UAT). 

Observó Imanol Ordorika Sacristán, investigador de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM);

"Por origen político, la Reforma Educativa de Enrique Peña Nieto tiene como fecha de caducidad a partir del nuevo Gobierno de la República que emerja de las elecciones federales del próximo año, pues ninguno de quienes lleguen a esa posición la mantendrá".  

Reforzó asimismo, observando;

"La Reforma Educativa y el nuevo modelo educativo,  son un fenómeno estrictamente sexenal. Empezó en 2012 y va a terminar en 2018. Ello sólo porque dentro del fraude del proyecto educativo del gobierno de Peña Nieto está la idea de que el nuevo modelo educativo entra en vigor en 2018, es decir, cuando ya se van”. 

Al participar en el citado foro, el también ex líder estudiantil de la UNAM expuso;

“Mi predicción es que no va haber nadie, ninguno de los candidatos o candidatas de ninguno de los partidos va a comprar la Reforma Educativa y la va a hacer propia, porque nadie va a comprar, de entrada, un conflicto con el magisterio mexicano. ¿Quién de los priistas: Narro, Osorio Chong?, solo que fuera Nuño, que resulta una cosa imposible.” 

Cuestionó también;

"¿Quién  va a confrontarse con un millón 200 mil trabajadores de la educación, que además son muy importantes en los procesos electorales?" 

"En el caso del PAN y del PRD, que firmaron el Pacto por México, a través del cual apoyaron las reformas estructurales propuestas por Enrique Peña Nieto, entre ellas la educativa, ya se desmarcaron de este acuerdo, por lo que tampoco sus candidatos respaldarán esta norma, cuya aparición generó desde el inicio conflictos entre el magisterio y el Gobierno Federal".

“En el PAN, abundó, puede ser cualquier candidato. El PRD tampoco se sabe si va a ir con el PAN, con el PRI o se va a aliar con Morena, alguna estupidez así puede hacer, o si se van a lanzar con Rafael Moreno Valle, pero ciertamente ya se desmarcaron completamente de la Reforma Educativa los partidos que respaldaron el Pacto por México. Y mucho menos López Obrador, no va a arroparse en la Reforma Educativa”. 

Imanol Ordorika observó que la Reforma Educativa se tropezó de manera casi definitiva después de los acontecimientos de Nochixtlán <el año pasado, durante el enfrentamiento entre policías y habitantes de esa comunidad de Oaxaca y que provoco seis civiles muertos> y se va a morir el día de las elecciones en junio del año que viene;

“Y se acabó para siempre este proceso que llevó a los niveles de confrontación más violentos que ha habido en el país en muchos, muchos años”. 

De acuerdo con el investigador de la UNAM, este es el escenario que dejó esta apuesta absurda de la Reforma Educativa, que finalmente no va a tener ningún impacto en el proceso educativo nacional. 

Previamente, ante catedráticos e investigadores de la UAT, Ordorika Sacristán resaltó;

"La relación existente, siempre en cualquier país y en cualquier ámbito, entre la educación y la política, pues la educación es una actividad política de la sociedad y debe ser entendida así porque no son contenidos abstractos ni objetivos indefinidos o universales los que se persiguen en el proceso de educar". 

Manifestó enfáticamente;

“Esta politicidad de lo educativo, que con frecuencia se quiere hacer a un lado invocando la neutralidad del conocimiento, como si no estuviera relacionado con estas visiones alternativas del mundo, del país, de la sociedad que existen en muchas de las personas involucradas con los procesos educativos”. 

“No es lo único político en la educación, la educación puede ser un objeto de la lucha política y puede ser un espacio de la disputa política, son dos cosas diferentes.

En esencia, lo que quiero reivindicar es que es necesario entender muchos de los componentes, de los que se llaman cambios o políticas educativas, en distintos momentos, desde una postura que reivindique el derecho a debatir, a confrontar visiones diferenciadas, a traer a la luz proyectos alternativos y a construir acuerdos y consensos, cuando no a confrontar fuerzas políticas reales para determinar los contenidos de lo educativo”.

Para ello, el escritor hizo una revisión de las diversas etapas de la educación en la historia de México del siglo XIX a la fecha, para resumir;

“No habíamos vuelto a vivir con la intensidad y con la longitud del tiempo con el que hemos vivido un debate que invoca tanto a lo educativo como el debate y confrontación que se ha dado desde que tomó posesión Enrique Peña Nieto en diciembre de 2012”. 

Si bien observó que, ya de por sí venía una confrontación con los maestros, una campaña de desprestigio de la labor docente que culminó con el encarcelamiento de Elba Esther Gordillo, 

“Una crítica al docente que había empezado ya con unas producciones de Televisa, por ejemplo el documental ‘De panzazo’, donde se entrevista a las madres de familia que despotrican contra la educación pública y los maestros que les tocan a sus hijos”. 

 A este respecto agrega;

“A lo mejor tomando casos que son ciertos, pero construyendo a partir de ahí una generalización que en el sexenio de Peña Nieto iba ya a convertirse en una gran herramienta de la confrontación política que estaba por venir”. 

Y para precisar, abunda;

“A la hora de toma de protesta de Peña Nieto hay dos segmentos del magisterio que son muy problemáticos, uno es Elba Esther y la burocracia sindical que encabeza y el otro es la Coordinadora Nacional de Trabajadores de la Educación  (CNTE) que lleva muchos años luchando, confrontándose, desgastando a todos los sectores, pero ahí dando la cara a una serie de interpretaciones sobre lo educativo que hacía un gobierno muy de derecha de Felipe Calderón o uno también de derecha pero no tanto de Peña Nieto”. 

Refirió que al inicio del gobierno de Peña Nieto se planteó el 'Pacto por México', en el que estaban involucradas todas las fuerzas políticas y de donde emergió una serie de transformaciones que llamaron reformas estructurales. 

Sin embargo, indicó también;

"Antes de que viniera la reforma energética, las confrontaciones de la CNTE y los maestros de oposición contra el régimen del gobierno de Peña Nieto, ya tenía dinamita muy intensa, pues más allá de la Coordinadora, el gremio magisterial se convirtió en el único sector social con capacidad de acción política permanentemente organizada y de masas en contra de las políticas del presidente”. 

Aun así, decidieron echar adelante una acción en dos direcciones, por un lado meten a Elba Esther Gordillo a la cárcel y, por el otro lado, llega Emilio Chuayffet a la Secretaría de Educación Pública (SEP) federal;

“Un dinosaurio operador político del PRI, ex gobernador del Estado de México para tronar y establecer un mecanismo de control del magisterio. El discurso fue: recuperar la rectoría del Estado sobre la educación del país”, lo cual asumieron como el eje de esta reforma estructural.

A pesar de ser una Reforma Educativa, observó el investigador universitario, ésta no propone modificar el contenido de lo educativo, la orientación educativa nacional, el perfil del egresado de educación básica, los métodos pedagógicos, las materias, el tiempo que deben estar lo estudiantes en un aula o los materiales que deben utilizar... ¡No, de ninguna manera!”. 

Añadió también;

“Lo que decidieron transformar fue la relación laboral existente entre maestros y maestras con el gobierno de México, construyeron toda una cosa a la que llamaron 'Reforma Educativa' para controlar el acceso a la función docente, la promoción dentro de la profesión docente, pero lo más grave la permanencia o continuidad en la profesión.

Ya de por sí, existía la evaluación, pero nunca se puso en juego la permanencia de profesores en las instituciones”. 

Esta, advirtió;

"Es una condición que va en contra del artículo 123 constitucional, que regula las relaciones laborales en México, y contra la Ley Federal del Trabajo (LFT).

Para hacer esto no solo cambiaron el artículo tercero, para hacer la Ley de Servicio Profesional Docente y cambiaron el artículo 73 de la Constitución, que establece qué actividades son estratégicas para el país, que quedan exentas de lo que estableen las leyes laborales de México”. 

Por ello, se incluyó a los trabajadores de la educación, maestros y maestras, en el artículo 73.

“Mucha gente no ha percibido esto, pero eso es la clave fundamental de lo que llamaron Reforma Educativa, con lo cual se establece la posibilidad de correr a alguien que a lo mejor ganó la plaza por concurso y la puede perder tres años después y quedarse sin empleo”.

“Para justificar todo esto, se construye un discurso muy sencillo, que el secretario de Educación ha sido Carlos Loret de Mola, y la asociación 'Mexicanos Primero'; ellos se convierten en el vehículo para generar esta imagen circular, a lo que he llamado engaño, mito y fraude”.

Desglosando estos tres conceptos;

“Engaño, porque, dicen, todos los problemas de la educación en México son por culpa de los maestros; los maestros y las maestras son flojos, están mal preparados, no tienen compromiso con los niños. Una campaña de desprestigio”.

El mito consiste en que para hacer una reforma educativa se tiene que evaluar a los maestros y maestras, excluir a los que no cumplen y mantener a los que cumplen los estándares del sistema educativo mexicano, pues así se va a arreglar el sistema, y

El fraude es porque establecieron un sistema de evaluación gigantesco. Montaron todo un operativo para una prueba única, estandarizada, hecha a la carrera, sin definir cuáles son los niveles de aceptable, idóneo, no idóneo". 

De acuerdo con Imanol Ordorika, toda esta construcción no tenía por objetivo mejorar la educación, pero condujo a una confrontación magisterial que dejó de ser entre la CNTE y el gobierno mexicano, pues comenzaron a realizarse grandes manifestaciones de maestros y maestras en Monterrey, en Aguascalientes, en Sonora, en Veracruz, en Tabasco, Chiapas, Guerrero, Oaxaca, Michoacán. 

“Todo el país se plagó de movilizaciones magisteriales contra la supuesta reforma educativa y la crítica más contundente fue: la reforma no es educativa, es laboral, no estén engañando a la sociedad”.

A pesar de ello, el titular de la SEP federal, Aurelio Nuño sigue insistiendo al día de hoy que la reforma es exitosa, que se cumple su contenido;

“Pero causó tanta mella el señalamiento de que la reforma no era educativa sino laboral, que entonces dijeron algo que es muy paradójico, ahora que establezcamos la Reforma Educativa, que es la evaluación a los maestros, ahora sí vamos a hacer una reforma educativa con el nuevo modelo educativo”.

Pero, observó también;

"Ellos no salieron con un nuevo modelo educativo por vocación, sino porque quedaron expuestos ante la sociedad mexicana de que no tenían sola idea del sistema educativo mexicano, entonces sacaron el nuevo modelo educativo, que no es educativo, ni es nuevo”. 

La Reforma Educativa generó confrontaciones con el gobierno. A partir de ello, comentó el investigador, se ha tratado de construir todo un escenario político hacia 2018; 

“Ahora, de repente, la reforma educativa y el nuevo modelo educativo se han convertido en una gran herramienta de la operación electoral, pero puede ir en todas las direcciones. Por ejemplo, en la elección de gobernador del Estado de México, el candidato del PRI, Alfredo del Mazo dijo que la reforma educativa no se va a aplicar, entonces estos quieren ganar contradiciendo el proyecto nacional”. 

Pero. por otra parte agrega;

“Al mismo tiempo todo el discurso de Aurelio Nuño es 'cuidado por quien votan, porque si votan mal, va a llegar alguien que va a quitar este tremendo avance nacional que hemos conseguido, va a quitar la reforma educativa'. Lo está diciendo una vez por semana, por lo menos. La operación priista es tratar de amedrentar a la sociedad, diciendo que han tenido un enorme logro educativo. Falso”.

"Y segunda cosa: 'Cuidado por quien votan porque anda un candidato por ahí que seguramente va echar para atrás la reforma".

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Nota mía: Respetuosamente me permití modificar levemente la estructura de la nota de Víctor Hugo Varela Loyola, con la exclusiva finalidad de facilitar su lectura en el formato de Odiseo. Alfredo Macías Narro.

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El bello y necesario feminismo en las Cañadas

MarcaTexto - 2017, Junio 11 - 10:37

El bello y necesario feminismo en las Cañadas

* 'Atentado contra las maestras rurales'. Detalle del mural de Aurora Reyes realizado en 1936. 
Vestíbulo del Centro Escolar Revolución. Imagen cortesía de Revista Electrónica 'Cultura Colectiva'.

Marta Sánchez*

La Jornada/110617.

Como parte de la desinformación de lo que sucede en el país está la declaración de que las normalistas de la Escuela Rural ‘Justo Sierra Méndez’, de Cañada Honda, Aguascalientes, son delincuentes y feminazis.

Quienes difunden este falso argumento pretenden justificar la movilización del aparato represor del Estado y descalificar las acciones emancipadoras de las alumnas.

La bella lucha de las estudiantes rurales va plasmando un feminismo necesario, un feminismo desde su experiencia de vida y su formación como Cañadas.

Este feminismo es fundamentado en el imaginario socialista que dio inicio a las normales rurales y que en las normalistas cobra vida.

La gran muralista mexicana Aurora Reyes captó en lienzo el proyecto nacionalista de la época posrevolucionaria.

En su más destacado mural, elaborado en 1934, ‘Atentado a los maestros rurales, sobresale la imagen de una maestra vestida de rojo sujetada en el suelo por un cristero armado que le pone la culata del fusil en la boca.

En el cuadro, Reyes revela la constante represión a las maestras y los maestros rurales.1

La pintora muestra que los profesores rurales no solamente representan, sino que encarnan una ideología que pone en alto el pensamiento crítico, la justicia y la equidad social. El acoso y la represión a los maestros rurales durante décadas es una lucha de clase, ideas y ahora de género.

El trasfondo de lo que sucede actualmente en la Escuela Rural ‘Justo Sierra Méndez’, de Cañada Honda, sólo puede comprenderse cabalmente recuperando esta historia y la presente realidad mexicana.

Ser mujer de bajos recursos y de zona rural evoca una intersección de identidades que el gobierno se niega a preservar. Por el contrario, sus acciones incrementan la desigualdad social al negarles una educación adecuada a sus necesidades y entorno. Esto se manifiesta en la larga lucha de las Cañadas que, año tras año, se ven en la necesidad de emprender.

Año tras año las jóvenes deben movilizarse para exigir el presupuesto prometido, mejorías en las instalaciones de su escuela y apoyo para ampliar la oferta educativa. La normal rural es un espacio de educación crítica y una de las pocas vías que tienen las mujeres de las zonas rurales para remontar las carencias que padecen.

El bello y necesario feminismo de las Cañadas se expresa en su defensa del normalismo rural y de su escuela para que ésta no deje de ser una institución femenil.

La autenticidad de la escuela es que es de ellas. El gobierno quiere opacar este movimiento deshaciendo su escuela; si en realidad quieren tener más alumnos, deben crear otra escuela rural mixta y dejar en paz Cañada Honda, porque es una escuela que está completa.

Trágicamente, por el sexismo en la época de Aurora Reyes, Atentado a los maestros rurales se conocía sólo por el nombre del cuadro y no por el de la pintora. Aurora Reyes, sin embargo, encontró la manera de denunciar el intento violento de ocultar la voz femenil y del feminismo al incluir en su pintura a la maestra rural sujetada y silenciada; las Cañadas de hoy en día enfrentan un sexismo más feroz.

El discurso de la SEP ubica a México en niveles de competitividad global, pero sus acciones nos indican que quiere lograr esto sin los mexicanos: 46.2 por ciento de los ciudadanos viven en un nivel de pobreza que impide poder alimentarse y educarse.

Que el Estado haya querido recortar la matrícula de admisión a Cañada Honda habría significado cancelar oportunidades de educación y movilidad social de las alumnas y de la comunidad rural. Habría implicado seguir dejando atrás la mitad de la población mexicana.

Las normalistas de Cañada Honda han dicho que es el único lugar donde pueden estar y estudiar.

Dan testimonio del acierto de una educación normalista con su valentía, el valorar su educación, el estar informadas de las metas del Estado hacia su escuela y oponerse razonadamente a éstas, en ser solidarias con sus alumnos y desear para ellos y todos los mexicanos una educación digna y completa.

Quitarles su futuro es quitarles su campo y arma de lucha; como expresó la maestra normalista Aída Hurtado: 'Su arma es su salón'.

 

 * Profesora de la Universidad de Carolina del Norte Wilmington y del Centro Samuel DuBois Cook de la Universidad de Duke. Su libro más reciente se titula ‘Tethering within and beyond the failures of the State with imagination, work and love’.

 

1Aurora Reyes; La primera muralista mexicana. Por Pilar Turu abril 4, 2015. Cultura Colectiva. http://culturacolectiva.com/aurora-reyes-la-primera-muralista-mexicana/

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Nota mía: Respetuosamente me permití modificar levemente la estructura del artículo de Marta Sánchez, con la exclusiva finalidad de facilitar su lectura en el formato de Odiseo. Alfredo Macías Narro.  

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Cañada Honda; la dignidad de las normalistas

MarcaTexto - 2017, Junio 6 - 09:43

Cañada Honda; la dignidad de las normalistas

*Escuela Normal Rural 'Justo Sierra Méndez. Créditos fotográficos a quien correspondan.

Luis Hernández Navarro

La Jornada/060617.

Ro Cortina es un joven locutor de radio en Aguascalientes. Conduce el programa Exafm, especializado en grandes éxitos de música juvenil, perteneciente a MVS. Le encanta subir a su página de Facebook fotos suyas en actitud de mira qué guapo y qué buena onda soy o con muchachas a su lado.

Pero, a juzgar por sus comentarios al aire, también tiene otras pasiones un poco menos frívolas: aborrece a los normalistas rurales. El pasado 2 de junio, a eso de las 4:20 de la tarde, tras comentar un bloqueo que las estudiantes de Cañada Honda habían hecho en Aguascalientes, dijo con el micrófono abierto:

'No nos faltan 46 (sic), nos sobran muchos que deberían de desaparecer en fosas clandestinas'.

De inmediato puso una canción.

El odio que personajes como Claudio X González y grupos como Mexicanos Primero han sembrado contra el nomalismo ha fructificado. La opinión del locutor es evidencia nada sutil de ello. Los 46 (43, en realidad) que desaparecieron son los jóvenes de Ayotzinapa. Quienes –según Ro Cortina– deben ser sepultadas en fosas clandestinas son las alumnas de la Escuela Normal Rural Justo Sierra Méndez de Cañada Honda, Aguascalientes.

Ese 2 de junio del comentario radiofónico fue un día intenso para las jóvenes normalistas rurales. Comenzó a las 6 de la mañana con la toma de las instalaciones del Instituto de Educación de Aguascalientes (IEA), para exigir, infructuosamente, ser atendidas por el Raúl Silva Perezchica, director general de la institución. A las 2, efectuaron una marcha, para conmemorar el séptimo aniversario de la represión gubernamental en su contra. Y ya encarreradas, junto a compañeros de la Federación de Estudiantes Campesinos Socialistas de México (Fecsm), bloquearon el crucero de avenida Siglo XXI y carretera 45 Norte. Finalmente, los antimotines las desalojaron a golpes, según dijo el mando a cargo de la operación: respetando sus derechos humanos.

La tarde del sábado la policía intentó meterse por la fuerza al plantel. Las muchachas se pegaron al portón e impidieron que entrara. Indignadas, dicen:

'No hemos hecho nada y nos responden de esa manera. En los últimos años, ser estudiante es peor que ser delincuente'.

Las jóvenes radicalizaron su lucha después de buscar inútilmente negociar en varias ocasiones con las autoridades gubernamentales. Explicó una de su voceras;

“Fuimos a las instancias correspondientes durante varios días, y no nos hicieron caso. Ya nos cansamos de tratar de hablar con ellos. Ni siquiera nos han mandado un comunicado. El gobierno miente al decir que hay mesas negociadoras. Ellos quieren que se haga lo que ya decidieron y punto.”

Las alumnas se oponen a los cambios que las autoridades educativas efectuaron a la convocatoria de ingreso de la normal rural, que convierte a la escuela en mixta (actualmente es sólo para mujeres) y reduce la matrícula de 120 a 100 estudiantes;

“Nos interesa la educación, nos seguimos preparando. Pero nos quieren quitar 20 lugares. Nos roban de cualquier manera.”

 Explica una estudiante;

“Queremos que nuestra escuela siga siendo exclusiva de mujeres. Queremos que se hagan las cosas como debe ser. Nosotras nos incorporamos en agosto, contamos con cuatro plantas que tienen diferentes academias. Si se llegan a meter los varones, ¿Dónde los acomodamos? ¿Tres por cama? Las camas son individuales.”

La Escuela Normal Rural 'Justo Sierra' se estableció en la casa grande de la ex hacienda 'Cañada Honda', afectada por la reforma agraria cardenista. Se fundó a raíz del incendio de la Escuela Regional del Soconusco en 1938 y se trasladó a Aguascalientes.

La normal es un internado en el que viven las estudiantes.

Las instalaciones son precarias y carecen de mantenimiento adecuado. Faltan docentes, materiales educativos y servicios médicos. Para los alimentos de las 358 alumnas se destinan 6 millones 700 mil pesos, es decir, 51 pesos al día por cada una de ellas. Una cantidad que funcionarios y comentaristas creen exorbitante.

Se forman allí como maestras muchachas provenientes de familias pobres de Aguascalientes, Durango, Zacatecas, San Luis Potosí y Guanajuato. Su día comienza a las 6 de la mañana, aseando dormitorios y baños, haciendo tareas de cocina y arreglándose ellas mismas. Asisten a clases impecablemente uniformadas, peinadas y con los zapatos boleados. Además de estudiar, siembran maíz y alfalfa y engordan puercos. Tienen grupos musicales y deportivos.

Las calumnias que se han filtrado para estigmatizar a las jóvenes son de una bajeza y ruindad de antología. Un periódico de Aguascalientes publicó que “de por sí, la Normal 'Justo Sierra' no goza de buena fama, máxime que se sabe de la presencia, permanentemente de hombres que son los que según se cuenta, se encargan de ‘castigar’ a las muchachas que no se pliegan a las ‘normas’ de la organización que se ha creado a su interior”.

Las normalistas de 'Cañada Honda' tienen tras de sí una larga tradición de lucha y la solidaridad de los campesinos. Cuando en 1994 el entonces gobernador y hoy subsecretario de la SEP, Otto Granados, mandó a la policía para sacar a las muchachas de su dormitorio, los habitantes del municipio lo impidieron.

Fiel a esta tradición de resistencia, la maestra Aída Huerta, egresada de 'Cañada Honda' y hoy profesora en Querétaro, publicó un testimonio sobre su escuela en video. Allí explica sobre su escuela;

“Me recibió no teniendo nada y salí de allí teniendo todo. Me dio la mejor profesión, grandes satisfacciones. Tuve unos maestros excelentes que me enseñaron a ir más allá de un libro, más allá de un salón. Me enseñaron a llegar directamente a la vida de mis alumnos. Me dieron este anillo y me dijeron: ‘Dónde quiera que te pares pon en alto el nombre de tu escuela’. La escuela nos hizo iguales a todas. Me cuidó como una madre y no vamos a permitir que el abuso de la autoridad nos quite nuestra normal.

Queremos que nuestra escuela siga viva para que dé educación a más personas, como nosotros que ahora tenemos una vida digna.”

Contra dignidades como esa se topan las autoridades educativas.

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Nota mía: Respetuosamente me permití modificar levemente la estructura del artículo de Luis Hernández Navarro, con la exclusiva finalidad de facilitar su lectura en el formato de Odiseo. Alfredo Macías Narro.

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Entendimientos Gordillo-Morena

MarcaTexto - 2017, Mayo 15 - 13:14

Entendimientos Gordillo-Morena

  • Desmemoria y pragmatismo
  • Yerno y enviado apoyan a Delfina

*Imagen 150517. Cortesía de Hernández y La Jornada. 

Astillero/Julio Hernández

La Jornada-150517.

La candidata Delfina Gómez tuvo dos acompañantes especiales durante un sabatino acto de apoyo que le ofrecieron algunos maestros del estado de México.

El más relevante fue José Fernando González Sánchez, yerno de Elba Esther Gordillo Morales, quien ocupó la poderosa Subsecretaría de Educación Básica en la SEP, durante la administración de Felipe Calderón Hinojosa, como uno de los pagos con cargo al presupuesto público que otorgó el panista michoacano a la cacica magisterial por el decisorio apoyo al fraude electoral de 2006 contra el movimiento que postuló como candidato presidencial a Andrés Manuel López Obrador (además de la subsecretaría para su yerno, Gordillo se hizo de la caja chica denominada Lotería Nacional y de la dirección general del Issste, donde colocó a Miguel Ángel Yunes Linares, ahora gobernador de Veracruz).

El papel de Elba Esther Gordillo en la concreción del fraude electoral en favor de Felipe Calderón Hinojosa fue más allá de la entrega de votos específicos del gremio magisterial: promovió ante gobernadores priístas eficaces maniobras de transferencia de sufragios de tres colores al blanco y azul (López Obrador reprodujo en el Zócalo capitalino, en 2006, audios en los que se escuchaba a la entonces dirigente sindical impulsando a tales mandatarios tricolores a redireccionar la maquinaria de fraude electoral hacia Calderón). En particular, su yerno González Sánchez impulsó a un miembro de su subgrupo político, a Luis Carlos Ugalde, para que la profesora Gordillo lo apadrinara para ser consejero presidente del Instituto Federal Electoral (IFE), que convalidó el fraude a López Obrador.

El otro invitado distinguido al acto que congregó a unas mil 200 personas en Tlalnepantla, con miembros de la sección 36 del Sindicato Nacional de Trabajadores de la Educación (que décadas atrás dirigió la propia Gordillo), fue Rafael Ochoa Guzmán, una pieza política siempre manejada de manera rotunda por Elba Esther Gordillo, quien, en las cuotas de candidaturas asignadas al SNTE, lo hizo diputado federal, a nombre del PRI y, posteriormente, senador, a nombre del Partido Nueva Alianza, conocido como Panal (por haber sido dominado por una ‘Elbeja Reina’). Ocupó la secretaría general del SNTE en una condición rigurosamente subordinada a la jefa real del sindicato (de la misma manera que otros líderes de dicha organización lo estuvieron respecto de Gordillo). En 2014 se afilió al partido Movimiento Ciudadano, dirigido por el habilidoso Dante Delgado.

Una grabación, dada a conocer por el diario Reforma un día antes de la reunión del segmento gordillista mexiquense con la candidata de Morena, mostró a Ochoa Guzmán como receptor de indicaciones de Elba Esther Gordillo para apoyar a la maestra Delfina. Según lo registrado en la grabación:

“Está participando ahora en el estado de México como candidata Delfina; Es maestra, ¿Por qué no haces un esfuerzo? Yo sé que tú ya no quieres mucho meterle a eso y dar la cara, pero ayúdenle, es maestra”.

El entendimiento político de una representación emblemática del sindicalismo tradicional (corrupto y caciquil) con Morena (los dos inequívocos representantes de Gordillo, el yerno González Sánchez y el líder Ochoa Guzmán, sentados junto a Delfina Gómez en la mesa principal) tiene como antecedente otro acto de apoyo a la candidata texcocana. Fernando Espino, dirigente durante varios periodos del sindicato de trabajadores del Metro, figura concentradora de las peores calificaciones desde la izquierda, también fue recibido para convertirse en aliado electoral de la profesora Delfina.

Por lo demás, el acto de este sábado marca el reinicio de actividades políticas de la profesora Elba Esther Gordillo, desde un plano de rencorosa confrontación abierta con Enrique Peña Nieto, el priísta que decidió su caída (como Carlos Salinas decidió, el 23 de abril de 1989, la caída de Carlos Jonguitud Barrios, para dar el poder sindical a Gordillo) y que la mantiene en una especie de arraigo hospitalario, sin permitir que sea beneficiada por las disposiciones legales que deberían tenerla en alguna de sus lujosas propiedades, en cumplimiento domiciliario de la sentencia judicial que se le dictó por la reducida porción de delitos por los que fue procesada.

Además de la declaratoria de guerra electoral contra el peñismo, asociándose ni más ni menos que con AMLO, el principal adversario del grupo mexiquense en el poder, la profesora Gordillo ha hecho saber, por conducto de sus representantes antes mencionados, que sumará fuerzas contra la reforma educativa, en un posicionamiento que pretende colocar a la mentora chiapaneca como una sindicalista que defendió tan tenazmente a sus representados que fue víctima de una trampa judicial por parte de Peña Nieto.

Por lo pronto, está deseosa de recibir una amnistía política por parte del candidato presidencial de 2006, contra el que realizó fraude electoral…

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Nota mía: Respetuosamente me permití modificar levemente la estructura del artículo de Julio Hernández y La Jornada, con la exclusiva finalidad de facilitar su lectura en el formato de Odiseo. Alfredo Macías Narro.

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‘‘Ser mujer, única culpa de Lesvy’’

MarcaTexto - 2017, Mayo 9 - 10:16

 ‘‘Ser mujer, única culpa de Lesvy’’

  • Su madre evoca los sueños truncados de la joven

 

*Araceli Osorio, el pasado viernes (5 de mayo) en CU. Foto Carlos Ramos Mamahua

La Jornada/090517.

En la explanada de la Rectoría de la Universidad Nacional Autónoma de México, el pasado viernes 5 de mayo, ante la manifestación convocada por universitarias (estudiantes, profesoras, investigadoras y trabajadoras) para exigir justicia en el feminicidio de Lesvy Berlín Osorio, la madre de la joven improvisó un claro mensaje diciendo quién era su hija, cuáles sus estudios, sus trabajos y sus sueños. Estas fueron las palabras de Araceli Osorio, trabajadora de la UNAM:

Adolfo Gilly

‘‘Mi hija se llama, precisamente, Lesvy Berlín porque, desde el inicio, creo que estaba destinada a otra cosa. Desde que nació, prácticamente, se violó un derecho de ella: a su papá, por ser extranjero, no le permitieron o no nos permitieron registrarla con los apellidos, argumentando que él en ese momento no contaba con su FM3".

‘‘Por esta cuestión mi hija de pronto se llamó Lesvy Berlín Osorio Martínez. Su papá y yo decidimos que llevara el nombre de Lesvy para que no se les olvidara a quienes tenían que ratificar que desde el inicio estuvo presente su padre y que no sólo tenía madre también tenía padre.

‘‘Mi hija, como decía hace un momento, si bien no estaba inscrita había cursado aquí, en el sistema universitario, el nivel de iniciación. Estaba en el CCH Sur. Por decisión propia ella optó por dejar un momento la escuela para dedicarse exclusivamente a trabajar.

‘‘Se separó de nosotros para vivir con su compañero y eso creo que no la estigmatiza ni la convierte en un ser despreciable, como pareciera que quieren hacer parecer no sólo a mi hija sino a muchas, muchas mujeres que toman decisiones porque tienen la capacidad de hacerlo, y que cuentan con el apoyo de los papás".

‘‘No es que seamos permisivos, sino que respetamos la decisión de ellos porque también ellos saben que las decisiones tienen consecuencias.

‘‘Les decía que ella había trabajado en el área de cafeterías; le encantaban los preparados y la cocina. Era muy buena y se había puesto a trabajar porque estaba estudiando idiomas. Tenía conocimiento de varias lenguas, como inglés, francés, italiano, catalán. No era alcohólica ni drogadicta, como se quiere hacer creer.

‘‘Precisamente, si nosotros no habíamos manifestado nuestra inconformidad es porque estábamos en un proceso tratando de entender qué estaba pasando. Quien ha sufrido esto sabe perfectamente de qué estamos hablando.

 ‘‘Yo lo que quiero recalcar es que no es posible que se siga cometiendo este tipo de abusos por parte de las autoridades, donde las mujeres siempre tenemos la culpa de lo que nos pasa, de nuestra realidad".

‘‘Pareciera que nos gusta sufrir porque así vivimos: vivimos con violencia porque somos tontas, vivimos en la pobreza porque somos flojas, vivimos de la vida fácil porque decidimos o tenemos la necesidad de trabajar u ofrecer nuestro cuerpo. Y entonces nos van creando un mundo donde las mujeres son lo peor. Ni siendo niñas nos salvamos de eso.

‘‘Quiero agradecerles por esta muestra de solidaridad con mi hija. En su momento, nosotros vamos a manifestar nuestra palabra y nos gustaría que de ella se haga eco, porque creo que esa, finalmente, era la ambición de mi hija. Ella no va a poder estar con nosotros de manera física –lo entendemos y estamos tratando de procesarlo y asimilarlo–, pero sí de esta manera.

‘‘Lesvy quería estudiar lenguas, le gustaban las artes, la filosofía, la lectura. Era extremadamente lectora desde los cinco años, porque decía que quería ser ciudadana del mundo: ‘Mamá, no quiero quedarme. Yo voy a andar por todos lados, entonces tengo que aprender’.

Creo que ella está con cada uno de ustedes, cada una de las personas que se están manifestando no sólo aquí, sino en otros lugares donde pueden tener otra religión, otro color de piel, otra lengua, y están manifestando su solidaridad con nuestra hija. Porque esto se armó prácticamente de un día para otro y vean la magnitud: cuando queremos hacer algo lo podemos hacer. Queremos que se escuche nuestra palabra y lo podemos hacer".

‘‘Les agradezco infinitamente por este espacio, por este foro. No debe ser la única vez. Creo que es momento para que nos podamos conocer y seguirnos manifestando y entrelazando nuestros dolores, sí, pero también nuestras esperanzas. No podemos ser un pueblo que viva del miedo, sino que tenemos que ser un pueblo con esperanza. Pero con una esperanza real, una esperanza bien entendida, no un eslogan. Yo les pido que no cesen en las formas en que puedan manifestarse, no sólo con la cuestión de nuestra hija, sino con todas las personas que ahorita no tienen voz. Si hay oportunidad de que se pueda crear este tipo de espacios, lo hagamos". 

‘‘Van pasando movimientos y parece que el Estado piensa que son momentos:

"El YoSoy132, los compañeros de Ayotzinapa. Y resulta que no, aquí estamos: está Atenco, están las autoridades independientes indígenas que brotan por todos lados con los gobiernos autónomos. Yo creo que cada uno de ustedes son ejemplo vivo de lo que también era mi hija. Veo sus caras, veo muchas esperanzas y veo que mi hija tenía una misión muy grande y estoy empezando a entenderla. Gracias por ayudarnos, porque a veces se nos olvida que no sólo somos cuerpo y mente; también existe la sensibilidad". 

‘‘Perdón que no pueda aportar más, pero lo haremos. Espero que haya oídos atentos y voces dispuestas a compartir estas experiencias, no para que lloremos ni nos lamentemos, sino para que sigamos adelante. Para que veamos que no estamos solas.

¡Ni una muerta más!

¡Ni un feminicidio más en la UNAM, ni en México, ni en ningún país o rincón del mundo! 

Gracias, muchísimas gracias.’’

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Nota mía: Respetuosamente me permití modificar levemente la estructura de la nota deAdolfo Gilly y La Jornada, con la exclusiva finalidad de facilitar su lectura en el formato de Odiseo. Alfredo Macías Narro. 

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Fallará el nuevo modelo educativo sin el consenso de docentes

MarcaTexto - 2017, Abril 28 - 09:11

Fallará el nuevo modelo educativo sin el consenso de docentes

  • Es un proyecto de polarización que nadie se compromete a aplicar, señalan en la UNAM
  • La reforma en el sector, engaño, mito y fraude
  • Déficit de 3% del PIB en rubro de la enseñanza

*Imagen cortesía de El Fisgón y La Jornada/270816.

Emir Olivares Alonso

 La Jornada/280417.

No hay datos que demuestren que la evaluación docente repercute en mejores prácticas de enseñanza y aprendizaje, señala Mario Rueda, ex presidente del INEE.

Especialistas en temas de enseñanza criticaron el nuevo modelo presentado por la Secretaría de Educación Pública (SEP) y auguraron que fracasará porque no tiene el consenso de los actores del sector.

Durante el panel en el que se debatió el tema educativo, como parte de los foros universitarios 'La UNAM y los desafíos de la nación', investigadores de la casa de estudios señalaron;

"Hay un déficit de tres puntos porcentuales en el presupuesto que se debería destinar al sector, que el derecho a la enseñanza no se cumple y que la evaluación no garantiza la calidad". 

Imanol Ordorika, del Instituto de Investigaciones Económicas y titular de la Dirección General de Evaluación Institucional de la UNAM, subrayó;

"El llamado nuevo modelo educativo está condenado al fracaso. Esto, porque ni es modelo ni es nuevo, porque no cuenta con el consenso de quienes lo van a aplicar (los docentes) y porque nadie tiene el compromiso político con el mismo, pues se trata de un proyecto de polarización política y social. No lo hará, el aspirante presidencial Andrés Manuel López Obrador, pero tampoco lo haría el presidente del PRI, Enrique Ochoa Reza". 

Ordorika definió la reforma educativa como un engaño, un mito y un fraude.

"Engaño, porque nos han querido hacer creer que los problemas de la educación en México se deben a que los maestros son malos, poco comprometidos y corruptos; el mito es en la evaluación, cuando nos dicen que con base en ella se resuelve el problema, y el fraude porque hay un millón 200 mil maestros y la ley que ellos mismos hicieron los obligaría a evaluar al menos a 500 mil cada año, pero sólo lo han hecho 150 mil en este periodo, y lo siguen posponiendo para después de 2018, porque quién sabe cómo vienen las elecciones". 

Javier Mendoza, del Instituto de Investigaciones sobre la Universidad y la Educación (IISUE) de la UNAM, señaló;

"La inversión pública en educación tiene un rezago fuerte. Los recursos destinados al sector en 2016 ascendieron a 1.2 billones de pesos, entre aportaciones públicas y privadas, esto es, 6.4 por ciento del PIB, pero si se considera sólo el gasto público, la cifra invertida fue de poco menos de un billón, equivalente a 5 por ciento del PIB. Esto está tres puntos porcentuales por debajo de lo que establece el artículo 25 de la Ley General de Educación, la cual mandata que el Estado (Federación, estados y municipios) debe destinar al menos 8 por ciento del PIB para el sector". 

Mario Rueda, también del ISSUE y ex presidente del Instituto Nacional para la Evaluación de la Educación, resaltó;

"No hay datos que muestren que la evaluación docente repercuta en mejores prácticas de enseñanza y aprendizaje. Además, ya tenemos miles y miles de resultados que no son debidamente explotados y que podríamos usar para tomar medidas; algunas evaluaciones reiteran lo que ya sabíamos hace una década, por ejemplo, que los peores resultados de aprendizaje están asociados con estudiantes que tienen las peores condiciones. Eso ya lo sabemos, para qué hacemos otra vez esas pruebas a los mismos estudiantes, sobre todo si no se han tomado medidas al respecto".

Roberto Rodríguez, del Instituto de Investigaciones Sociales, señaló;

"En el país hay normas afirmativas en materia educativa, pero éstas no se cumplen, lo que lleva a un déficit en el derecho a la instrucción pública". 

Al inaugurar el foro, Hugo Casanova, coordinador de este panel, aseveró;

"La educación en México vive aún un déficit cuantitativo francamente incomprensible para un país que, de acuerdo con datos de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos, (OCDE) es la undécima mayor economía del mundo. Si bien, en primaria y secundaria hay una cobertura de 97 y 93 por ciento, respectivamente, el resto de los niveles están por debajo de lo esperado".

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Nota mía: Respetuosamente me permití modificar levemente la estructura de la nota de Emir Olivares Alonso, con la exclusiva finalidad de facilitar su lectura en el formato de Odiseo. Alfredo Macías Narro.

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El tiempo de Ayotzinapa, nuestro tiempo

MarcaTexto - 2017, Abril 25 - 10:02

El tiempo de Ayotzinapa, nuestro tiempo

*'Los 43'. Imagen de dominio público.

Luis Hernández Navarro

La Jornada/250417.

De pie, delante de un librero, vestido con suéter azul marino, un joven de 87 años sostiene una pancarta con ambas manos, en la que envía un mensaje directo: ‘Mi solidaridad con las familias de los normalistas de Ayotzinapa y de los sacerdotes asesinados y desaparecidos en Guerrero. Nos faltan 43 y más’.

El hombre solitario que aparece en la foto del cubículo académico se llama Noam Chomsky. Es, a un tiempo, uno de los más prominentes lingüistas y uno de los más destacados intelectuales públicos del mundo.

Una distinguida dama de 84 años, pelo color platino y chaqueta roja, muestra un cartel con las fotos de los 43 normalistas desparecidos, y la consigna: ¡Vivos se los llevaron! ¡Con vida los queremos ya!

Está acompañada de familiares de los muchachos y por estudiantes de la ‘Raúl Isidro Burgos’. He recordado mi misma historia, la historia de mis compañeras las abuelas, que con lágrimas de no saber qué hacer empezamos la búsqueda, dice a los asistentes a un acto de solidaridad.

La mujer que defiende a los desaparecidos mexicanos es Estela Carlotto, la presidenta de la asociación argentina Abuelas de Plaza de Mayo. Sabe de qué habla. Durante 36 años buscó a su nieto, después de que su hija fue desaparecida y asesinada por la dictadura militar. Finalmente lo encontró.

El 8 de octubre de 2014, un pensador de 82 años, con pantalón y camisa de mezclilla se retrató en la Piazza Cardusio de Milán, Italia, rodeado de un grupo de unos 40 hombres y mujeres que enarbolan una bandera mexicana y varios carteles escritos a mano con exigencias en español e italiano. Uno reza: ‘Basta de violencia en nuestro México’. Protegido del frío otoñal por una larga chamarra café, carga una bolsa llena de libros y papeles.

El personaje de la fotografía es el semiólogo Umberto Eco. Año y medio más tarde falleció. La protesta en la que aparece fue convocada para exigir la presentación con vida de los 43 estudiantes desaparecidos en Iguala. Allí, el autor de ‘El nombre de la rosa’ leyó cada uno de los nombres de los normalistas.

En otra instantánea, un escritor argentino de 89 años, rodeado de plantas, con sus lentes y un vaso con un poco de vino sobre una mesa a su costado, muestra una cartulina escrita a mano con colores diferentes que dice: ‘Nos faltan... 43’.

La figura de la fotografía es Osvaldo Bayer, autor de un libro de culto: ‘La Patagonia rebelde’. Perseguido por los militares golpistas de su país, perdió todos sus bienes y tuvo que exiliarse en Alemania durante ocho años. Otros amigos suyos, como Haroldo Conti y Rodolfo Walsh, no pudieron hacerlo.

Estos cuatro retratos de Chomsky, Carlotto, Eco o Bayer, con sus rústicas cartulinas manuscritas no dicen que faltan 43 estudiantes... Afirman que NOS faltan 43. Nos faltan a todos.

Ese NOS (así, con mayúscula) es parte de una historia excepcional, que va más allá del compromiso individual de estos cuatro grandes pensadores contemporáneos: La de cientos de miles de personas en todo el planeta a las que la tragedia de Iguala sacudió y conmovió.

Hombres y mujeres que, a pesar de hablar en los más diversos idiomas y vivir en los lugares más remotos, han vencido la maldición de la Torre de Babel para decir a los familiares de los muchachos desaparecidos que no están solos en su búsqueda, que ellos los acompañan en su dolor y en su lucha.

Se trata de una historia de indignación y rabia, de solidaridad y fraternidad, a un tiempo perdurable y entrañable. De una historia que hoy, gracias al libro ‘El tiempo de Ayotzinapa’, de Carlos Martín Beristain, puede comprenderse mucho mejor.

A contracorriente de la narrativa oficiosa que busca difundir y legitimar la verdad histórica, ‘El tiempo de Ayotzinapa’ esclarece lo que verdaderamente sucedió con los normalistas la noche del 26 de septiembre y los días siguientes. Ante el camuflaje y la falsificación de los hechos promovidos desde el poder, el libro ordena y da sentido a la información disponible.

La tarea es doblemente compleja. Primero, porque de por sí esos son los modos de los encargados de la procuración de la justicia en el país. Y segundo, porque estamos ante un caso de desapariciones forzadas. Y, como advierte el autor;

“La misma desaparición forzada es una estrategia de confusión, en la que se oculta no sólo el destino del detenido, sino el propio hecho. Una estrategia en que la verdad se convierte en territorio en disputa como en ningún otro lado, en una especie de arena movediza”.

‘El tiempo de Ayotzinapa’ habla desde la aflicción de las víctimas. Escribe Carlos Beristain;

“Sin entender el dolor de la desaparición forzada no hay investigación posible, ni relación con los familiares que la acompañe”.

Lo hace escuchando a las víctimas y confiando en su palabra; Dice al describir tiempos de confusión;

“Para mí está claro que los estudiantes dicen la verdad”.

‘El tiempo de Ayotzinapa’ es un libro de libros, en el que discurren y se engarzan diferentes relatos organizados alrededor de un eje común: El de la noche de Iguala. Es una crónica sobre lo sucedido el 26 y 27 de septiembre de 2014, sobre la que se monta una nueva ‘Divina comedia’, que nos conduce a través de los círculos del infierno de la desaparición forzada en México.

‘El tiempo de Ayotzinapa’ hace el milagro de traducir los términos supertécnicos de informes forenses y expedientes judiciales a un lenguaje comprensible. Lo hace dejando en claro la responsabilidad en los hechos y en el ocultamiento de la información de muy poderosos funcionarios públicos, sin estridencias ni denuncias flamígeras.

A pesar de ser un relato sobre el dolor y de que el libro duele, no hay en ‘El tiempo de Ayotzinapa’ signo alguno de literatura plañidera. Beristain es capaz de encontrar esperanza en la tragedia, optimismo en el infortunio. Nombrando lo intolerable, cuida poner siempre por delante la extraordinaria capacidad de resistencia creativa de padres y estudiantes. El resultado final es conmovedor y entrañable.

La lectura de ‘El tiempo de Ayotzinapa’ puede ser una forma altamente provechosa de celebrar los 91 años de la Normal ‘Raúl Isidro Burgos’, de recordar nuestro tiempo.

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Nota mía: Respetuosamente me permití modificar levemente la estructura del artículo de Luis Hernández Navarro, con la exclusiva finalidad de facilitar su lectura en el formato de Odiseo. Alfredo Macías Narro.

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La partida de Sylvia Schmelkes

MarcaTexto - 2017, Abril 22 - 10:08

La partida de Sylvia Schmelkes

*Imagen cortesía de Impulso Informativo.

Lev M. Velázquez Barriga*

La Jornada/220417.

Sylvia Schmelkes, socióloga e investigadora reconocida a nivel nacional e internacional, llegó a la presidencia de la junta de gobierno del Instituto Nacional para la Evaluación de la Educación (INEE) generando grandes expectativas.

Hasta antes de ocupar el cargo, había cosechado un prestigio envidiable entre la comunidad educativa. Sin temor a equivocarme, me atrevo a decir que prácticamente no hay escuela de educación superior en el ámbito universitario y de la formación docente que no haya estudiado sus aportaciones en el tema de la interculturalidad. No es para menos, en un país como México que se caracteriza por su riqueza pluriétnica.

No obstante, a unos días de terminar su gestión al frente del INEE, se va, contradiciendo sus propias convicciones intelectuales.

Lamentablemente, lejos de haber implementado un modelo de evaluación respetuoso de la diversidad regional, cultural y lingüística, impulsó una propuesta que camina en dirección contraria a estos principios, cuya lógica orientada hacia la estandarización es invasiva, aculturizadora, discriminante de los pueblos originarios y reduccionista de los muchos Méxicos que se expresan en la diversidad social y geográfica, pero también de las formas varias en que los niños construyen, demuestran e interiorizan los aprendizajes escolares.

Schmelkes fue miembro connotada y reconocida en el medio académico, donde cultivó muchas amistades. Fue integrante del Consejo Mexicano de Investigación Educativa (Comie), el órgano de mayor prestigio en este campo, de donde emergen los primeros miembros de la junta de gobierno del INEE, ella incluida.

Sin embargo, hoy se retira de la presidencia de este organismo desoyendo y faltando a la confianza que sus compañeros depositaron en ella. Su actitud estrecha ante la opinión, muchas veces mesurada, del Comie, provocó la ruptura de un sector de este consejo (que se distanció de ella), con importante presencia en los medios de comunicación, en la opinión pública, credibilidad en el magisterio y las instituciones de gobierno.

La CNTE, que siempre ha sido escéptica de la reforma educativa, así como de las personas e instituciones que la instrumentan, confirmó las sospechas iniciales que relacionaban la poca independencia de la consejera presidenta, por sus antecedentes como asesora de la OCDE, los cuales marcaron el sometimiento de su gestión a los lineamientos empresariales que promovieron una evaluación para la precarización laboral.

Para los profesores que quizás nunca se pensaron involucrados en ninguna actitud de oposición a la reforma, la presidenta se va, dejando en ellos el descrédito y la decepción de quien fue parte de su formación inicial y de su preparación continua. Priva en muchos de ellos la convicción de que, con la evaluación punitiva, les da la puñalada por la espalda, ningunea la profesión docente, desconoce sus años de seguridad laboral y quebranta la satisfacción personal de haber escalado en el mérito a la carrera magisterial.

Sylvia Schmelkes deja resultados mediocres al frente del INEE.

Nunca pudo consolidar un instrumento que superara los errores que llevaron al examen Enlace a su desaparición. El Plan Nacional para la Evaluación de los Aprendizajes (Planea) sigue siendo una prueba que hace tabula rasa de los alumnos. Además, ha padecido dificultades para aplicarse desde su origen: desde la insuficiencia presupuestal hasta la carencia de recursos humanos para llegar a un amplio sector. Su impacto en la interpretación del estatus cognitivo, social y escolar de los estudiantes no fue el esperado. La prueba internacional Pisa, diseñada por una institución ajena a lo educativo como la OCDE, es hasta hoy el principal termómetro para orientar la política gubernamental y se impone desde los grupos de empresarios nacionales, por encima de la supuesta autonomía del órgano evaluador reconocido constitucionalmente.

Los fracasos de la socióloga al frente del instituto no son pocos ni son defendibles.

Antes que reconocer la inviabilidad de la reforma no educativa y la necesidad imperiosa de cambiarla, por sus incongruencias constitucionales y por las evidentes incapacidades institucionales para instrumentarla, prefirió violar sistemáticamente la legislación que el INEE, los empresarios y el gobierno federal promovieron. En lugar de escuchar el descontento social y el desacato magisterial a la evaluación antipedagógica, prefirió ignorarlos.

Las omisiones saltan a la vista en sus últimos informes:

Apenas 10 por ciento de los docentes se han evaluado en tres años. En el mejor de los casos, la expectativa más optimista prevé que en la última calendarización en curso la cifra pueda llegar a 20 por ciento. Este hecho muestra que no se está cumpliendo con la legislación, la cual establece que en 2018 todos los maestros deberían estar evaluados en un lapso de cuatro años. Es así como podemos hablar de una muerte lenta de la reforma. Si accediera a darle un giro más formativo, voluntario y no castigador a la evaluación, se podría evitar la agonía de los próximos 10 años.

De cara a su retiro, Silvia Schmelkes no puede ignorar que su investidura quedó manchada con la sangre de los muertos que fueron víctimas de la evaluación policiaca y militarizada.

No puede dejarse de lado que, con su complicidad, fueron despedidos más de 600 maestros que se negaron a evaluarse en legítima defensa de su derecho a trabajar dignamente y a no arriesgar el sostén de sus familias.

Seguramente la despedirán en medio de un acto solemne, en el que le reconozcan sus logros y cualidades.

Sin embargo, para los maestros, normalistas, académicos, padres de familia e intelectuales de bien, quedará en las páginas de la educación mexicana como anfitriona de una historia de ineptitudes, fracasos, entreguismos y represiones.

* Doctor en pedagogía crítica

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Nota mía: Respetuosamente me permití modificar levemente la estructura del artículo de Lev M. Velázquez Barriga, con la exclusiva finalidad de facilitar su lectura en el formato de Odiseo. Alfredo Macías Narro.

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Una oscura caverna del populismo

MarcaTexto - 2017, Abril 20 - 09:20

Una oscura caverna del populismo

  • Tatiana Coll Lebedeff. Cortesía de <radiocoapatv.com>

Tatiana Coll

La Jornada/200417.

Hace unos 15 días el dirigente nacional del PRI, Enrique Ochoa, dijo que México debe prevenirse para no caer en la 'oscura caverna del populismo', algo que ha venido repitiendo como eslogan electoral contra cualquier atisbo de posible cambio en el país.

A mí me pareció que esta expresión se adecuaba acertadamente para calificar la propuesta denominada Nuevo Modelo Educativo: ‘Educar para la libertad, parte medular de la reforma educativa’.

Es populismo electorero, del más burdo, decir que este gobierno pretende educar para la libertad, basta recordar a los 43 de Ayotzinapa, los maestros y periodistas impunemente asesinados. Ochoa Reza señaló que nunca el populismo y la demagogia serán el camino para la democracia y la libertad de una sociedad. Como dice el dicho popular, el burro hablando de orejas. No ha habido en la historia de este país, y de muchos otros, un ente político capaz de mayores cantidades de demagogia que el PRI y los gobiernos que ha encabezado durante años. Tal vez lo único comparable a su dosis de demagogia sea la del cinismo que esparce impunemente.

Esencialmente el mal llamado nuevo modelo, como ya señalamos junto con otros analistas, no tiene nada de nuevo, presentado por primera vez en 1971 por Edgar Faure tuvo una gran influencia mundial en aquellos años. Baste recordar en nuestro país las propuestas, esas sí innovadoras, de los CCH, de la UAM, incluso de la UPN, basada en procesos de investigación-exposición por parte de los alumnos como método pedagógico de aprender a aprender.

Propuestas que constituyeron verdaderas reformas educativas y que desgraciadamente se han venido desgastando y diluyendo a partir del embate de la educación neoliberal y sus manoseadas competencias y eficiencias.

A estas alturas, después de años y años de repetir la cantaleta de la calidad-evaluación, de la medición, de la estandarización, de la certificación y competitividad en el servicio educativo, etc…etc, resulta demagógico y fraudulento lanzar un nuevo modelo como el presentado por la SEP. En realidad no es más que una propuesta electorera para incautos. Un discurso oportunista para simular un cambio en un difícil periodo electoral, sembrado de corrupción por doquier.

La educación siempre ha sido el territorio preferido para construir este discurso electoral grandilocuente y aparentar un interés social inexistente. Si hubiera dudas al respecto, lo confirmó el mismo titular de la SEP al señalar que: No hay garantías de la continuidad de la reforma educativa y del modelo educativo’ (La Jornada 31/03/17). A menos, por supuesto, de que gane las elecciones el PRI. Ya es pues elemento de chantaje político-electoral.

Todos los maestros saben perfectamente que es un despropósito inoperante decir que habrá autonomía curricular y de gestión escolar, estando sujetos al control de SEP y a las evaluaciones del Servicio Profesional Docente (SPD).

El documento del nuevo modelo presenta 14 innovaciones, la mayoría de ellas obviedades. La primera dice: Articula los componentes del sistema educativo’, la segunda es inmejorable: ‘Se formula de manera explícita’, o la cuarta: Selecciona aprendizajes clave y los articula con los contenidos’, ¿entonces nada de esto ocurría en los modelos anteriores? La sexta se refiere a la autonomía curricular, dicha autonomía en realidad se reduce a una o dos horas/semana, sobre temas predeterminados o talleres ya existentes ¿pretenden convencer a alguien? La octava señala que La autonomía de gestión se dará bajo el liderazgo del personal directivo’ ¡faltaba más!

El conjunto descansa sobre la esperanza de que los estudiantes deben ser resilientes y los maestros también. Una oscura caverna de demagogia.

El más reciente debate entre el INEE y la SEP parece reflejar lo que ya hemos señalado hasta el cansancio;

La imposibilidad de aplicar este sistema de evaluaciones al millón y medio de profesores. Apenas llevan 150 mil sumados los de 2015 y 2016, 10 por ciento. Si este año se lanzan por otros 150 mil en plena campaña electoral requerirán de una movilización policiaca brutal. Además, en 2019 tendría que empezar de nuevo la evaluación de los primeros, sin haber avanzado más allá de 30 por ciento en el mejor de los casos. 

Henry Giroux, conocido teórico y profesor, ha presentado un ‘Manifiesto para la pedagogía crítica’: las reformas que golpean a los profesores nunca van a tener éxito, en el cual, entre muchas otras cosas, plantea;

‘Desde la década de 1980, las escuelas se han convertido cada vez más en centros de pruebas que desactivan a los maestros y estudiantes, por ello si los multimillonarios de derecha y los apóstoles del poder corporativo continúan por este camino las escuelas se convierten en zonas muertas de la imaginación’. 

Estuvimos hace unos días en el Primer Congreso de la Asamblea Estatal Democrática (CNTE) de la Sección 40 de Chiapas, donde cientos de maestros interesados, creativos, debatidores incansables, perfilaron las propuestas de una educación alternativa y necesaria, una educación comunitaria y liberadora.

Ese es el único camino para recuperar la escuela pública.

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Nota mía: Respetuosamente me permití modificar levemente la estructura del artículo de Tatiana Coll Lebedeff, con la exclusiva finalidad de facilitar su lectura en el formato de Odiseo. Alfredo Macías Narro.

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ARQUITECTURA/AUTOGOBIERNO; experiencia académica formadora de vida

Artículos - 2017, Abril 12 - 13:01
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El Autogobierno de la Escuela Nacional de Arquitectura Movimientos Democráticos en la UNAM-III (1972-1980)

 

      *Alfredo Macías Narro/Reedición 2017

A manera de introducción

Han pasado ya 45 años, desde aquel  ya lejano 11 de abril de 1972, en que la proclama de creación del Autogobierno de la entonces Escuela Nacional de Arquitectura de la UNAM emergió con la fuerza inquebrantable de una marea furiosa y llena de dignidad, en que sus postulados teóricos, desde el ámbito de una política crítica y autonómica y con una visión de largo alcance plena de pertinencia, basada en los principios marxistas, se hace presente hoy más que nunca antes en que la derecha rupestre y retrógrada se ha hecho con la educación pública y la está convirtiendo en una mercancía de cambio, sujeta a las leyes neoliberales del mercado.

Vaya esto no sólo como un recordatorio a todas y todos mis compañeros de lucha de entonces, estudiantes, trabajadores y maestros, sino como un llamado a la unión fraterna y solidaria con el digno magisterio que lucha hoy contra la imposición de un sistema educativo enajenante y esclavista.

¡UNIDOS VENCIMOS AYER… UNIDOS VENCEREMOS HOY!

1. En la Escuela Nacional de Arquitectura, desde 1966, un pequeño grupo de estudiantes había logrado incorporar a tres profesores de la Facultad de Economía y a uno de Filosofía, para romper con el monopolio de los arquitectos-empresarios que, lo mismo enseñaban resistencia de materiales, que historia del arte. El Movimiento del 68 trajo, como una consecuencia inmediata, la línea de trabajo-estudio autogestiva, vinculada a las necesidades populares más urgentes, a diferencia de los ejercicios teóricos y caprichosos.

Orgullosamente, nació la primera brigada constituida por trabajadores, profesores y estudiantes, con el apoyo relativamente exitoso del pueblo de Topilejo, agredido por el atropellamiento de un vecino, por una unidad del transporte público. 

Así, da inicio formalmente, el 11 de abril de 1972, un largo proceso de lucha académico-política y culmina con la aprobación de la propuesta de Plan de Estudios de Autogobierno (Unidad Académica de los Talleres de Número) de la Escuela Nacional de Arquitectura de la UNAM, cuya estructura manifestaba una novedosa manera de concebir el proceso de enseñanza aprendizaje de la arquitectura, siendo aprobado por el Consejo Universitario en 1976.

“En el mes de abril de 1972 se define en la Escuela Nacional de Arquitectura de la Universidad (Nacional) Autónoma de México, (ENA-UNAM) un movimiento académico, pedagógico y administrativo, que plantea la urgente necesidad de cambio en los planes de estudio, en los modelos de enseñanza-aprendizaje y en los organismos administrativos para adecuar la formación de los arquitectos a una realidad que hasta la fecha fue ignorada en la escuela. La enseñanza toma otro rumbo distinto, basado en los objetivos planteados por esta corriente renovadora llamada AUTOGOBIERNO…”

[1]

2. Este plan de estudios, se orientaba hacia el cumplimiento de los objetivos centrales del Autogobierno, puestos de manifiesto en desplegados, marchas, mítines, volantes, plantones y conferencias, orientados hacia formar un nuevo profesional de la arquitectura, acorde con los acuciantes problemas sociales, particularmente, los de vivienda popular; asimismo, se buscaba democratizar la enseñanza, a la par de las formas de gobierno de la institución y, de ese modo, aportar a la Universidad un modelo viable, tanto para su transformación en una Universidad científica, como para definir su orientación político-social democrática y vinculada a las luchas populares.

Los SEIS OBJETIVOS, determinados democráticamente por la comunidad del autogobierno, y que fueron proclamados en asamblea plenaria el 11 de abril de 1972, son:

  • TOTALIZACIÓN DE CONOCIMIENTOS. El estudiante debe comprender las repercusiones sociales, económicas y políticas durante la adquisición de sus conocimientos y dentro de su práctica que desarrollen en la sociedad por transformarla. 
  • DIÁLOGO CRÍTICO. El proceso educativo debe ser un constante diálogo en el cual se analice y se critique, y en donde el profesor y estudiante participen activamente y es así como el profesor dejará de ser un emisor y el alumno un simple receptor. 
  • CONOCIMIENTO DE LA REALIDAD NACIONAL. En la medida que el hombre conozca y comprenda la realidad nacional de su época, podrá interferirla y transformarla, no será un simple espectador, sino que será un ser activo, crítico y transformador. 
  • VINCULACIÓN AL PUEBLO. Nuestros conocimientos deberán ser enfocados a la solución de necesidades de la población obrera, campesina, colonos y pueblo en general, en el camino desarrollar la educación con y junto al pueblo.  
  •  PRAXIS. Es la capacidad de demostrar si nuestros conocimientos son correctos, mediante la asimilación crítica de los resultados objetivos de nuestra práctica social; luchamos porque la teoría, la podamos comprobar, además de enriquecerla con la práctica. 
  •  AUTOGESTIÓN. Que seamos seres capaces de gobernar nuestras propias vidas, de elegir nuestras tareas dentro de esta sociedad y que nuestros destinos no dependan de otros o de las circunstancias. La autogestión, es la forma viva y crítica del pensamiento militante y activo, es la conciencia de lo que significa estudiar, conocer y actuar dentro de una perspectiva de cambio de las estructuras sociales.  

3. El Autogobierno de la ENA, fue un movimiento educativo intenso que, precisamente a través de sus propuestas y acciones académicas, políticas y administrativas, se convirtió en la respuesta universitaria a un obsoleto y anquilosado sistema educativo, que rápidamente trascendió, en una primera instancia, las fronteras del área metropolitana y después las nacionales, para convertirse en un parteaguas en la enseñanza-aprendizaje de la arquitectura, tomándose, incluso, como modelo a seguir por otras escuelas de arquitectura, tanto nacionales como de otros países.

Sus méritos fueron ampliamente reconocidos; su incursión en concursos internacionales de arquitectura, se vio coronada por numerosos premios; la intensa y comprometida participación del sector académico, permitió la factura de interesantes publicaciones que, generalmente, se convertían en complemento didáctico indispensable para el estudiante.

Al romper con la vieja costumbre de subordinación en la relación profesor-alumno, se formaron generaciones de arquitectos críticos y propositivos, que ofrecieran alternativas acordes con la realidad de ese momento histórico; mediante la vinculación popular, se atendieron infinitas demandas urbano-arquitectónicas de la población más desprotegida, lo mismo en la Ciudad de México, que en asentamientos del interior de la república. 

“El estudiante autogobiernista se sentía comprometido con el sector de la sociedad para la que trabajaba con base en temas reales, y gustosamente acudía, ya fuese a la colonia Héroes de Padierna2]

o a San Cristóbal de las Casas, Chiapas, a colaborar con la solución de problemas urbanos o arquitectónicos…”3] 

4. En este tenor, hasta el mes de septiembre de 1973, las opciones encontradas de vinculación popular ofrecían al Autogobierno (salvo alguna excepción, como la extraordinaria integración lograda por los compañeros del Taller 2, con los colonos del barrio marginal, denominado “Campamento 2 de octubre”, en el perímetro de la delegación Iztacalco, D. F. y que fue definitorio del trazo urbano actual del mismo, hoy oficialmente llamada colonia Benito Juárez.) pocas posibilidades reales de concreción.  

Una gran oportunidad, se presentó en octubre de ese año, cuando se apersonaron en la ENA- AUTOGOBIERNO un grupo de obreros, provenientes del complejo industrial ubicado en Cd. Sahagún, Hgo., líderes sindicales de tres agrupaciones gremiales, correspondientes a las empresas Diesel Nacional, S. A. (DINA), Siderúrgica Nacional, S. A. (SIDENA) y Constructora Nacional de Carros de Ferrocarril (CNCF), planteando de manera directa la necesidad de vivienda para los trabajadores agremiados, mediante la aplicación de fondos otorgados por el Instituto Nacional del Fondo de  Vivienda para Trabajadores (INFONAVIT). 

  • INTERROGANTES

EN LO POLÍTICO:

  • ¿Cómo establecer la vinculación con los trabajadores?
  • ¿Cómo ganar la confianza de la base trabajadora?
  • ¿Cómo se debe entender la participación de los trabajadores de base en el tema?
  • ¿De qué índole fue la relación con el Infonavit?
  • ¿Qué hacer con los honorarios pagados por el Infonavit, por concepto de trabajo de diseño? 

EN LO ACADÉMICO:

  • ¿Cómo establecer la organización de la ENA-AUTOGOBIERNO?
  • ¿Qué tiempo académico destinar al tema? 
  • ¿Cómo establecer el proceso autogestivo con la planta docente?
  • ¿Cómo manejar la Autogestión, en la estructura en proceso de consolidación incipiente         de la ENA-AUTOGOBIERNO?
  • ¿Cómo demostrar y validar el aprendizaje individual autogestivamente logrado? 

Tales problemas, eran impredecibles, dada la carencia de experiencias semejantes. El paso del tiempo y la maduración del manejo del propio tema, por parte del GEP-2[4], fue demostrando que, algunos de los supuestos teóricos de partida, iban quedando rebasados por las exigencias de la realidad.  

“Aprendemos comprometiéndonos con la realidad” GEP-2 

Responder a las interrogantes planteadas, exigió un esfuerzo extraordinario al grupo, para establecer las condiciones de vinculación y colaboración suficientes con la base trabajadora, al tiempo que conciliarlas con la finalidad de dar sustento a uno de los objetivos básicos de la ENA-AUTOGOBIERNO y era la vinculación con el pueblo.

Este postulado presentó, (originariamente en este tema y posteriormente en los sucesivos, al recuperar y difundir entre la comunidad de la ENA-AUTOGOBIERNO las experiencias organizadas)  de inicio, un problema político-ideológico importante y era que, durante largo tiempo, solamente hubo contacto con las cúpulas sindicales (las comisiones de vivienda de los tres gremios sindicales, aunque el oficialista sindicato de la CNCF se retiró de la agrupación). 

Por otra parte, en la ENA-AUTOGOBIERNO, se enfrentaba el problema de dilucidar si era correcto entablar relación con el Infonavit, organismo gubernamental de la administración del entonces presidente Luis Echeverría Álvarez, cuestionado severamente por su responsabilidad en las masacres del 2 de octubre de 1968 y del 10 de junio de 1971. Este problema fue superado, por la constante comunicación, establecida democráticamente al interior de la escuela; al respecto, se hizo ver a las claras que, la relación vinculatoria, era con los obreros, no con el Infonavit. 

“… se acordó, en pleno ejercicio democrático de los interesados, que durante el inicio de las negociaciones con el Infonavit, la escuela será el Asesor Técnico de los trabajadores y correspondería a ellos el determinar, llegado el caso, la conveniencia de nuestra participación (…) buscar la vinculación con ellos en la medida que nuestra colaboración y trabajo fuera útil para sus propios intereses; en este caso, las viviendas”.

[5]

Este problema, fue resuelto por el GEP-2/Supervisión, marcando una nueva pauta en los procesos académicos, trasladándose a vivir a Cd. Sahagún y trabajar en la supervisión de la construcción física de las 140 viviendas; comenzó a lograr paulatinos pero significativos acercamientos directamente con la base trabajadora, (con la oposición de los politiqueros técnicos del Infonavit y de las nuevas cúpulas sindicales), al mostrar los avances de los trabajos en asambleas cada vez más concurridas y organizando visitas al sitio de la obra y, lo más importante, haciendo del conocimiento pleno de la base trabajadora que el interés político de la ENA-AUTOGOBIERNO estribaba, justamente, en la vinculación con la clase obrera, como tal: 

“… en la medida que los propios trabajadores habían solicitado nuestra participación en el problema, se consideró que el único punto de unión con ellos sería la demostración objetiva de nuestra capacidad técnica, ya que el interés era de vincularnos con la clase obrera (…) Es cierto también, que la vinculación, como objetivo del Autogobierno representa implicaciones políticas e ideológicas, además de las académicas”.

[6] 

[1]

  Introducción a la Tesis Profesional colectiva: “Experiencia académica de la ENA-AUTOGOBIERNO en base a un tema real de vivienda obrera en Cd. Sahagún, Hgo.” Contreras Rodríguez Silvia, Iturbe Bonilla Ma. Elsa, Pozo Pereyra Víctor Manuel del, Rodríguez Becerra Efraín, Silva Hidalgo Roberto, Vargas Pino Juan Gerardo y Vázquez Días Gerardo. Méx. 1977.

[2]

Colonia popular del sur de la Ciudad de México, con alto índice de marginalidad. (N. del A.)

[3]

La Escuela Nacional de Arquitectura a 30 años de autogobierno”. Óscar A. Santa Ana Dueñas/Egresado de la ENA/AUTOGOBIERNO. www.esmas.com/cultura/identidades/230931.html.

[4]

Siglas del Grupo Experimental Piloto No. 2

[5]

Contreras Rodríguez Silvia y otros. Op.cit. 

[6]

Contreras Rodríguez Silvia y otros. Op.cit.

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ARQUITECTURA/AUTOGOBIERNO; experiencia académica formadora de vida

MarcaTexto - 2017, Abril 12 - 10:55

El Autogobierno de la Escuela Nacional de Arquitectura.

Movimientos Democráticos en la UNAM-III (1972-1980).

      *Alfredo Macías Narro/Reedición 2017

A manera de introducción

Han pasado ya 45 años, desde aquel  ya lejano 11 de abril de 1972, en que la proclama de creación del Autogobierno de la entonces Escuela Nacional de Arquitectura de la UNAM emergió con la fuerza inquebrantable de una marea furiosa y llena de dignidad, en que sus postulados teóricos, desde el ámbito de una política crítica y autonómica y con una visión de largo alcance plena de pertinencia, basada en los principios marxistas, se hace presente hoy más que nunca antes en que la derecha rupestre y retrógrada se ha hecho con la educación pública y la está convirtiendo en una mercancía de cambio, sujeta a las leyes neoliberales del mercado.

Vaya esto no sólo como un recordatorio a todas y todos mis compañeros de lucha de entonces, estudiantes, trabajadores y maestros, sino como un llamado a la unión fraterna y solidaria con el digno magisterio que lucha hoy contra la imposición de un sistema educativo enajenante y esclavista.

¡UNIDOS VENCIMOS AYER… UNIDOS VENCEREMOS HOY!

1. En la Escuela Nacional de Arquitectura, desde 1966, un pequeño grupo de estudiantes había logrado incorporar a tres profesores de la Facultad de Economía y a uno de Filosofía, para romper con el monopolio de los arquitectos-empresarios que, lo mismo enseñaban resistencia de materiales, que historia del arte. El Movimiento del 68 trajo, como una consecuencia inmediata, la línea de trabajo-estudio autogestiva, vinculada a las necesidades populares más urgentes, a diferencia de los ejercicios teóricos y caprichosos.

Orgullosamente, nació la primera brigada constituida por trabajadores, profesores y estudiantes, con el apoyo relativamente exitoso del pueblo de Topilejo, agredido por el atropellamiento de un vecino, por una unidad del transporte público. 

Así, da inicio formalmente, el 11 de abril de 1972, un largo proceso de lucha académico-política y culmina con la aprobación de la propuesta de Plan de Estudios de Autogobierno (Unidad Académica de los Talleres de Número) de la Escuela Nacional de Arquitectura de la UNAM, cuya estructura manifestaba una novedosa manera de concebir el proceso de enseñanza aprendizaje de la arquitectura, siendo aprobado por el Consejo Universitario en 1976.

“En el mes de abril de 1972 se define en la Escuela Nacional de Arquitectura de la Universidad (Nacional) Autónoma de México, (ENA-UNAM) un movimiento académico, pedagógico y administrativo, que plantea la urgente necesidad de cambio en los planes de estudio, en los modelos de enseñanza-aprendizaje y en los organismos administrativos para adecuar la formación de los arquitectos a una realidad que hasta la fecha fue ignorada en la escuela. La enseñanza toma otro rumbo distinto, basado en los objetivos planteados por esta corriente renovadora llamada AUTOGOBIERNO…”

[1]

2. Este plan de estudios, se orientaba hacia el cumplimiento de los objetivos centrales del Autogobierno, puestos de manifiesto en desplegados, marchas, mítines, volantes, plantones y conferencias, orientados hacia formar un nuevo profesional de la arquitectura, acorde con los acuciantes problemas sociales, particularmente, los de vivienda popular; asimismo, se buscaba democratizar la enseñanza, a la par de las formas de gobierno de la institución y, de ese modo, aportar a la Universidad un modelo viable, tanto para su transformación en una Universidad científica, como para definir su orientación político-social democrática y vinculada a las luchas populares.

Los SEIS OBJETIVOS, determinados democráticamente por la comunidad del autogobierno, y que fueron proclamados en asamblea plenaria el 11 de abril de 1972, son:

  • TOTALIZACIÓN DE CONOCIMIENTOS. El estudiante debe comprender las repercusiones sociales, económicas y políticas durante la adquisición de sus conocimientos y dentro de su práctica que desarrollen en la sociedad por transformarla. 
  • DIÁLOGO CRÍTICO. El proceso educativo debe ser un constante diálogo en el cual se analice y se critique, y en donde el profesor y estudiante participen activamente y es así como el profesor dejará de ser un emisor y el alumno un simple receptor. 
  • CONOCIMIENTO DE LA REALIDAD NACIONAL. En la medida que el hombre conozca y comprenda la realidad nacional de su época, podrá interferirla y transformarla, no será un simple espectador, sino que será un ser activo, crítico y transformador. 
  • VINCULACIÓN AL PUEBLO. Nuestros conocimientos deberán ser enfocados a la solución de necesidades de la población obrera, campesina, colonos y pueblo en general, en el camino desarrollar la educación con y junto al pueblo.  
  •  PRAXIS. Es la capacidad de demostrar si nuestros conocimientos son correctos, mediante la asimilación crítica de los resultados objetivos de nuestra práctica social; luchamos porque la teoría, la podamos comprobar, además de enriquecerla con la práctica. 
  •  AUTOGESTIÓN. Que seamos seres capaces de gobernar nuestras propias vidas, de elegir nuestras tareas dentro de esta sociedad y que nuestros destinos no dependan de otros o de las circunstancias. La autogestión, es la forma viva y crítica del pensamiento militante y activo, es la conciencia de lo que significa estudiar, conocer y actuar dentro de una perspectiva de cambio de las estructuras sociales.  

3. El Autogobierno de la ENA, fue un movimiento educativo intenso que, precisamente a través de sus propuestas y acciones académicas, políticas y administrativas, se convirtió en la respuesta universitaria a un obsoleto y anquilosado sistema educativo, que rápidamente trascendió, en una primera instancia, las fronteras del área metropolitana y después las nacionales, para convertirse en un parteaguas en la enseñanza-aprendizaje de la arquitectura, tomándose, incluso, como modelo a seguir por otras escuelas de arquitectura, tanto nacionales como de otros países.

Sus méritos fueron ampliamente reconocidos; su incursión en concursos internacionales de arquitectura, se vio coronada por numerosos premios; la intensa y comprometida participación del sector académico, permitió la factura de interesantes publicaciones que, generalmente, se convertían en complemento didáctico indispensable para el estudiante.

Al romper con la vieja costumbre de subordinación en la relación profesor-alumno, se formaron generaciones de arquitectos críticos y propositivos, que ofrecieran alternativas acordes con la realidad de ese momento histórico; mediante la vinculación popular, se atendieron infinitas demandas urbano-arquitectónicas de la población más desprotegida, lo mismo en la Ciudad de México, que en asentamientos del interior de la república. 

“El estudiante autogobiernista se sentía comprometido con el sector de la sociedad para la que trabajaba con base en temas reales, y gustosamente acudía, ya fuese a la colonia Héroes de Padierna2]

o a San Cristóbal de las Casas, Chiapas, a colaborar con la solución de problemas urbanos o arquitectónicos…”3] 

4. En este tenor, hasta el mes de septiembre de 1973, las opciones encontradas de vinculación popular ofrecían al Autogobierno (salvo alguna excepción, como la extraordinaria integración lograda por los compañeros del Taller 2, con los colonos del barrio marginal, denominado “Campamento 2 de octubre”, en el perímetro de la delegación Iztacalco, D. F. y que fue definitorio del trazo urbano actual del mismo, hoy oficialmente llamada colonia Benito Juárez.) pocas posibilidades reales de concreción.  

Una gran oportunidad, se presentó en octubre de ese año, cuando se apersonaron en la ENA- AUTOGOBIERNO un grupo de obreros, provenientes del complejo industrial ubicado en Cd. Sahagún, Hgo., líderes sindicales de tres agrupaciones gremiales, correspondientes a las empresas Diesel Nacional, S. A. (DINA), Siderúrgica Nacional, S. A. (SIDENA) y Constructora Nacional de Carros de Ferrocarril (CNCF), planteando de manera directa la necesidad de vivienda para los trabajadores agremiados, mediante la aplicación de fondos otorgados por el Instituto Nacional del Fondo de  Vivienda para Trabajadores (INFONAVIT). 

  • INTERROGANTES

EN LO POLÍTICO:

  • ¿Cómo establecer la vinculación con los trabajadores?
  • ¿Cómo ganar la confianza de la base trabajadora?
  • ¿Cómo se debe entender la participación de los trabajadores de base en el tema?
  • ¿De qué índole fue la relación con el Infonavit?
  • ¿Qué hacer con los honorarios pagados por el Infonavit, por concepto de trabajo de diseño? 

EN LO ACADÉMICO:

  • ¿Cómo establecer la organización de la ENA-AUTOGOBIERNO?
  • ¿Qué tiempo académico destinar al tema? 
  • ¿Cómo establecer el proceso autogestivo con la planta docente?
  • ¿Cómo manejar la Autogestión, en la estructura en proceso de consolidación incipiente         de la ENA-AUTOGOBIERNO?
  • ¿Cómo demostrar y validar el aprendizaje individual autogestivamente logrado? 

Tales problemas, eran impredecibles, dada la carencia de experiencias semejantes. El paso del tiempo y la maduración del manejo del propio tema, por parte del GEP-2[4], fue demostrando que, algunos de los supuestos teóricos de partida, iban quedando rebasados por las exigencias de la realidad.  

“Aprendemos comprometiéndonos con la realidad” GEP-2 

Responder a las interrogantes planteadas, exigió un esfuerzo extraordinario al grupo, para establecer las condiciones de vinculación y colaboración suficientes con la base trabajadora, al tiempo que conciliarlas con la finalidad de dar sustento a uno de los objetivos básicos de la ENA-AUTOGOBIERNO y era la vinculación con el pueblo.

Este postulado presentó, (originariamente en este tema y posteriormente en los sucesivos, al recuperar y difundir entre la comunidad de la ENA-AUTOGOBIERNO las experiencias organizadas)  de inicio, un problema político-ideológico importante y era que, durante largo tiempo, solamente hubo contacto con las cúpulas sindicales (las comisiones de vivienda de los tres gremios sindicales, aunque el oficialista sindicato de la CNCF se retiró de la agrupación). 

Por otra parte, en la ENA-AUTOGOBIERNO, se enfrentaba el problema de dilucidar si era correcto entablar relación con el Infonavit, organismo gubernamental de la administración del entonces presidente Luis Echeverría Álvarez, cuestionado severamente por su responsabilidad en las masacres del 2 de octubre de 1968 y del 10 de junio de 1971. Este problema fue superado, por la constante comunicación, establecida democráticamente al interior de la escuela; al respecto, se hizo ver a las claras que, la relación vinculatoria, era con los obreros, no con el Infonavit. 

“… se acordó, en pleno ejercicio democrático de los interesados, que durante el inicio de las negociaciones con el Infonavit, la escuela será el Asesor Técnico de los trabajadores y correspondería a ellos el determinar, llegado el caso, la conveniencia de nuestra participación (…) buscar la vinculación con ellos en la medida que nuestra colaboración y trabajo fuera útil para sus propios intereses; en este caso, las viviendas”.

[5]

Este problema, fue resuelto por el GEP-2/Supervisión, marcando una nueva pauta en los procesos académicos, trasladándose a vivir a Cd. Sahagún y trabajar en la supervisión de la construcción física de las 140 viviendas; comenzó a lograr paulatinos pero significativos acercamientos directamente con la base trabajadora, (con la oposición de los politiqueros técnicos del Infonavit y de las nuevas cúpulas sindicales), al mostrar los avances de los trabajos en asambleas cada vez más concurridas y organizando visitas al sitio de la obra y, lo más importante, haciendo del conocimiento pleno de la base trabajadora que el interés político de la ENA-AUTOGOBIERNO estribaba, justamente, en la vinculación con la clase obrera, como tal: 

“… en la medida que los propios trabajadores habían solicitado nuestra participación en el problema, se consideró que el único punto de unión con ellos sería la demostración objetiva de nuestra capacidad técnica, ya que el interés era de vincularnos con la clase obrera (…) Es cierto también, que la vinculación, como objetivo del Autogobierno representa implicaciones políticas e ideológicas, además de las académicas”.

[6] 

[1]

  Introducción a la Tesis Profesional colectiva: “Experiencia académica de la ENA-AUTOGOBIERNO en base a un tema real de vivienda obrera en Cd. Sahagún, Hgo.” Contreras Rodríguez Silvia, Iturbe Bonilla Ma. Elsa, Pozo Pereyra Víctor Manuel del, Rodríguez Becerra Efraín, Silva Hidalgo Roberto, Vargas Pino Juan Gerardo y Vázquez Días Gerardo. Méx. 1977.

[2]

Colonia popular del sur de la Ciudad de México, con alto índice de marginalidad. (N. del A.)

[3]

La Escuela Nacional de Arquitectura a 30 años de autogobierno”. Óscar A. Santa Ana Dueñas/Egresado de la ENA/AUTOGOBIERNO. www.esmas.com/cultura/identidades/230931.html.

[4]

Siglas del Grupo Experimental Piloto No. 2

[5]

Contreras Rodríguez Silvia y otros. Op.cit. 

[6]

Contreras Rodríguez Silvia y otros. Op.cit.

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No hay garantías de la continuidad de la reforma educativa; Nuño

MarcaTexto - 2017, Marzo 31 - 08:46

No hay garantías de la continuidad de la reforma educativa, dice Nuño

  • Maestro indígena califica al sistema de colonial y neoliberal

*Imagen cortesía de El Fisgón y La Jornada-041115.

Israel Rodríguez y Laura Poy

La Jornada/310317.

Reconoció el secretario de Educación Pública, Aurelio Nuño Mayer;

‘La reforma educativa impulsada por la actual administración no tiene garantías de continuar con el cambio de gobierno en 2018’.

Al participar en el 12 Summit de Capital Privado, foro organizado por la Amexcap, aseguró;

‘El nuevo modelo educativo solamente puede salir adelante si se tiene un respaldo político muy grande y fuerte (sic), y si se trabaja de manera decidida, pero se puede echar abajo’.

Horas más tarde, en la inauguración del Seminario Permanente sobre Desigualdad Socioeconómica, organizado por El Colegio de México, insistió;

La reforma y el nuevo modelo educativo permitirán aplicar transformaciones radicales a un sistema que no sólo es de baja calidad, sino que favorece la brecha de desigualdad’.

Sin embargo, el funcionario fue duramente criticado por un maestro indígena y una madre de familia, quienes denunciaron las persistentes carencias que enfrentan las escuelas, la falta de rendición de cuentas y evaluación de las propias autoridades del sector, pero también la imposición de una educación colonial y neoliberal.

Por la mañana, sin mencionar directamente a Andrés Manuel López Obrador, Nuño aludió;

Hay un precandidato a la presidencia que dijo que va a borrar esto y que de llegar echaría abajo el nuevo modelo educativo, hasta dijo que le daba risa, entonces es un tema que no está garantizado y va a ser parte del debate político en las próximas elecciones. Va a ser parte de las decisiones que tendrá que tomar el electorado de nuestro país si quiere que el proyecto continúe’.

‘Esperemos que el proceso se pueda consolidar como una política de Estado y ese es nuestro objetivo, pero hoy la verdad es que todavía no estamos en ese punto y sí existe ese riesgo’.

Más tarde, durante un debate académico en el Colmex, Samuel Leyva, maestro índigena, egresado de la Universidad Pedagógica Nacional, hablante de la lengua tu’un savi (palabra de lluvia) y originario del municipio de Atlamajalcingo del Monte, en la Montaña Alta de Guerrero, cuestionó al secretario;

‘¿Sabe usted realmente sobre la pobreza que vive mi región?’

Señaló asimismo;

‘Al estar en las aulas vemos que nos están descontextualizando, que no se enseña nuestra lengua madre. ¿Por qué no retoman nuestras raíces milenarias? México es un país rico en lenguas, historia y cultura, pero como la educación es la misma a escala nacional, no es holística, simplemente no tenemos identidad histórica’.

Afirmó igualmente;

‘En estados como Guerrero, Oaxaca y Chiapas, los profesores no vamos a bajar la guardia. Estamos cansados del modelo neoliberal, queremos un proyecto educativo multicultural para nuestro país. Tampoco es con la violencia como van a lograr imponer su modelo educativo, eso sólo va a generar más resistencia’.

Al respecto, Nuño Mayer afirmó;

‘Uno de los planteamientos centrales de la reforma y el modelo educativo es que nuestro sistema formativo tiene muchas deficiencias, de lo contrario, no hubiera sido necesario hacer un replanteamiento del modelo, pero estamos en ese proceso (sic)’.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Nota mía: Respetuosamente me permití modificar levemente la estructura de la nota de Israel Rodríguez y Laura Poy, con la exclusiva finalidad de facilitar su lectura en el formato de Odiseo. Alfredo Macías Narro.

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Cuarto Consejo Político Nacional Ordinario del Movimiento del Magisterio Democrático Nacional

MarcaTexto - 2017, Marzo 30 - 09:21

RESOLUTIVOS

CUARTO CONSEJO POLÍTICO NACIONAL ORDINARIO DEL MOVIMIENTO DEL MAGISTERIO DEMOCRÁTICO NACIONAL

Realizado en la Ciudad de México, el día 23 de marzo de 2017

1.- Ante la crisis desbordante de corrupción y violencia en que se debate el régimen político mexicano, principal artífice de las atrocidades del neoliberalismo derivadas de las políticas de intervención de las grandes empresas trasnacionales, el pueblo mexicano ha demostrado una gran resistencia y capacidad de acción a pesar de la pobreza y el dolor generados, se ha movilizado contra el gasolinazo y las devaluaciones, las privatizaciones de nuestros recursos como el agua, contra el despojo de nuestros territorios, por la búsqueda de nuestros desaparecidos es decir contra la depredación y los proyectos de muerte.

2.- El hartazgo y la inconformidad sigue creciendo y está generalizada, hay procesos informativos alternos y una multiplicidad de maneras de manifestación contra las ignominias, aparecen crecimientos organizativos no visibles, no se percibe reflujo popular, hay miles de resistencias, pero todavía aparecemos separados y con ciertos aislamientos y un sector del pueblo alienado.

3.- Así mismo aparecen también miles de construcciones y propuestas alternativas, en lo normativo, político, educativo, económico, cultural, ecológico, de recuperación de nuestros derechos y tradiciones, etc., las cuales responden a los intereses de nuestros pueblos.

4.- Los trabajadores de la educación tenemos la tarea de aportar y con todas nuestras energías contribuir a la conjunción y convergencia de todos los esfuerzos del pueblo mexicano en sus procesos de resistencia, de construcción y transformación de nuestra patria que deben tener como objetivo primario la abrogación de la reforma educativa y las reformas estructurales.

SE ACUERDAN LAS SIGUIENTES TAREAS

EJE POLÍTICO-POPULAR:

• El trazo hacia una contundente Jornada Nacional de Lucha Magisterial 2017 que tenga la capacidad de consolidar el golpe dado a la reforma en 2016 para desmantelarla, se tiene que potenciar el consenso social de todos los trabajadores, padres de familia, estudiantes y el pueblo. Requerimos hacernos una estructura organizativa magisterial-popular y de los argumentos que den a conocer la realidad y de la tangible posibilidad de transformación de nuestra Patria.

• Debe estar fundamentado en la soberanía del pueblo de México a la educación pública, a sus recursos naturales y los derechos humanos teniendo como categoría central el derecho a la vida, así como desnudar puntualmente las intencionalidades y el perfil de formación para la explotación que pretende el régimen con el nuevo modelo educativo, sus reformas estructurales y sus proyectos de muerte.

• En todo el país rechazar de manera contundente el Nuño modelo educativo y sus programas (escuelas al CIEN, reconcentración de escuelas, aprende 2.0) con los que pretenden precarizar la educación, desplazar a miles de estudiantes de comunidades pobres, privatizar la infraestructura escolar y la fiscalización empresarial de escuelas, maestros y alumnos, todos ellos coordinados con los consejos de participación social.

• Mantener el rechazo categórico a los calendarios de las punitivas evaluaciones para el 2017 con el que buscan consolidar el primer grupo de maestros separados de su empleo bajo el ilegal carácter de no idoneidad.

• Realizar un balance y diagnostico desde los contingentes magisteriales en los estados para complementar la ruta hacia la Jornada Nacional Magisterial 2017.

EJE JURÍDICO: ABROGACIÓN DE LA REFORMA EDUCATIVA Y REINSTALACIÓN DE MAESTROS CESADOS

• Continuar la denuncia ante diferentes instancias a nivel nacional e internacional de la reforma educativa, por la reinstalación de los cesados y la normalización del salario adeudado a miles de compañeros en todo el país.

• Continuar con el seguimiento a la queja interpuesta por el CEND SNTE ante la Comisión Interamericana de Derechos Humanos en Washington, Estados Unidos contra la reforma educativa.

• Mantener el contacto con las organizaciones sindicales, sociales y populares con el fin de informar de la actual situación de los cesados, así como implementar pronunciamientos a favor de su reinstalación.

• Mantener el apoyo al Fondo Nacional de Resistencia de los cesados con el acuerdo de una aportación quincenal de cien pesos por militante.

• Informar, organizar y resistir con los compañeros trabajadores administrativos y de apoyo ante el peligro de despido derivado del cierre de miles de escuelas y grupos, con la implementación de los nuevos programas de Nuño.

• Denunciar y realizar la mayor oposición al cierre de grupos y escuelas que afectarán a miles de estudiantes en todo el país.

• Realizar un documento político-jurídico del actual momento de agresión contra los trabajadores de la educación.

EJE EDUCATIVO

• Nuestro ‘Programa Alternativo de Educación y Cultura’ (PNAEC) y demás construcciones pedagógicas, así como la crítica al Nuño modelo educativo y sus programas debe ser un elemento central que fortalezca nuestros argumentos para la construcción del consenso social y participación pedagógico-política de los diferentes sectores de la población en el actual contexto de indignación popular para el desmantelamiento de las punitivas reformas.

• Preparar el ‘Taller Nacional de Formación del Programa Nacional Alternativo de Educación y Cultura’ (PNAEC).

• Continuar con los preparativos del XIV Curso Taller Nacional del Educador Popular, así como el nuevo tiraje del PNAEC.

• Generalizar el PNAEC (Programa Nacional Alternativo de Educación y Cultura) en todo el país.

EJE SINDICAL

• Desde todas nuestras instancias construidas como Congreso Nacional de Bases y Movimiento del Magisterio Democrático Nacional, rescatar las facultades sindicales entregadas por el charrismo, que la férrea defensa del salario y los derechos laborales de los trabajadores de la educación sea un eje para la renovación, vitalidad, dinámica y democratización de nuestro SNTE.

• Fortalecer la formación político-ideológica de nuestros compañeros con las temáticas de nuestros ejes: político, pedagógico, jurídico, sindical y social-popular.

• Denunciar el papel del charrismo en impulsar la reforma y sus programas y la perdida de nuestros derechos sindicales.

• Denunciar todas las acciones de los charros que utilizan a los trabajadores y nuestros recursos como prebenda en las actuales contiendas electorales.

TAREAS GENERALES:

• El Cuarto Consejo Político Nacional Ordinario avala la realización del XIV Encuentro Nacional del Movimiento del Magisterio Democrático Nacional el próximo 6 de mayo en Baja California Sur.

• Promover la Construcción de los Observatorios de los Derechos Humanos de los Pueblos en los estados.

• Diversificar las diferentes rutas económicas para el apoyo a nuestros compañeros maestros cesados.

• Se acuerda realizar el XIV Taller Nacional del Educador Popular en el estado de Morelos.

• Establecer de manera conjunta en los estados fecha para una acción coordinada nacional por la reinstalación de los maestros cesados.

• Realizar un foro educativo en las Cámaras de Diputados y Senadores.

PLAN DE ACCIÓN

- 1 y 2 de abril, Encuentro Nacional de las Resistencias.

- 4 al 8 de abril Xalapa Veracruz, Talleres Pedagógicos y Productivos para maestros y padres de familia

- 7 y 8 de abril Primer Festival de la Milpa, con sedes en la Escuela Integral “Josefa Ortiz de Domínguez” Zacapendo, municipio de Álvaro Obregón y en la ciudad de Morelia en el estado de Michoacán.

- 10 de abril, Jornada Nacional en Defensa del Territorio y contra los Proyectos de Muerte.

- 1 de mayo Realizar un contundente y creativo Primero de mayo

- 6 de mayo XIV Encuentro del Movimiento del Magisterio Democrático Nacional

PRONUNCIAMIENTOS

- ¡Alto a la violencia y agresiones contra los compañeros periodistas en todo el país, exigimos justicia y castigo a los culpables por los más de 200 asesinatos!

- ¡Exigimos la reinstalación inmediata de todos los trabajadores de la educación cesados por no someterse a las ilegales notificaciones, de los maestros de Puebla por no haber realizado la Prueba ENLACE; de los maestros cesados por consigna política en el estado de Querétaro y de otros sectores que defienden los Derechos Políticos y sociales!

- ¡Alto a las agresiones contra los pueblos opositores al nuevo aeropuerto de la ciudad de México, a las autopistas y a los proyectos de muerte!

- ¡Libertad inmediata a todos los presos de conciencia del país!

- ¡Abajo el gasolinazo y todos los proyectos de muerte en el país!

- ¡Vivos se los llevaron, vivos los queremos, presentación con vida de los 43 normalistas de Ayotzinapa!

¡TODOS A LA MOVILIZACIÓN POPULAR PARA ESTA JORNADA NACIONAL MAGISTERIAL DE LUCHA 2017 CONTRA LOS PROYECTOS DE MUERTE Y A CONSTRUIR LA RUTA DE LA ABROGACIÓN DE LAS REFORMAS ESTRUCTURALES!

Secciones, personalidades y organizaciones participantes

Magisterio Unido de Durango, Secciones XII y XLIV de Durango; Sección X de la Ciudad de México; Sección XIII y XLV de Guanajuato; Movimiento Magisterial Jalisciense, Secciones XVI y XLVII de Jalisco; Sección XVIII de Michoacán; Movimiento Magisterial de Bases, Sección XIX de Morelos; Consejo Democrático Magisterial Poblano, Secciones XXIII y LI de Puebla; Movimiento Magisterial de Bases de Querétaro, Sección XXIV de Querétaro; Asociación de Padres de Familia por la Defensa de la Educación Pública y contra la reforma educativa de Querétaro; Bases Magisteriales de Quintana Roo, Sección XXV; Comité Ejecutivo Seccional CEND SNTE Veracruz, Secciones XXXII y LVI; Sección XXXVI del Valle de México, Consejo Nacional de Sistematización, Talleres Comunitarios de Neza, Movimiento Nacional del Poder Popular; Consejo de Defensa de los Derechos del Pueblo (CODEP); Organización Nacional del Poder Popular (ONPP), Observatorio de Derechos Humanos de los Pueblos (ODHP), Sindicato de Telefonistas de la República Mexicana (STRM); Trabajadores Agrícolas del Valle de San Quintín agrupados en el Sindicato Independiente Nacional Democrático de Jornaleros Agrícolas (SINDJA); Consejo Nacional del Pueblo Mexicano (CNPM); Sindicato Independiente de Trabajadores del Instituto Mexicano de Tecnología del Agua (SITIMTA); Sindicato Independiente de Trabajadores de la Universidad Autónoma Metropolitana (SITUAM).

COMITÉ EJECUTIVO NACIONAL DEMOCRÁTICO DEL SNTE EN LUCHA

CONGRESO NACIONAL DE BASES

MOVIMIENTO DEL MAGISTERIO DEMOCRÁTICO NACIONAL

cendsnte.org   

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Modelo educativo: estrategia electoral y privatizadora

Bitácora Educativa - 2017, Marzo 28 - 12:30

Lev Moujahid Velásquez

Publicado en: Insurgencia Magisterial 

El nuevo “Modelo Educativo para la Educación Obligatoria. Educar para la Libertad y la Creatividad” se presenta en un gran evento de relumbrón que no podría entenderse sino en el contexto coyuntural que se define por la abierta carrera hacia la sucesión presidencial y la conducción de la nación, así como la crisis de legitimidad que atraviesa la administración de Enrique Peña Nieto, pero también el PRI y sus posibilidades transexenales en el poder.

Entre los varios síntomas de ingobernabilidad que se han manifestado en el presente sexenio destacan los cuatro meses de paro magisterial –que de mayo a septiembre de 2016 consolidaron un ambiente generalizado de rechazo a la reforma educativa– que fue documentado ampliamente por los medios de comunicación, expresado en los análisis de las políticas de gobierno y reflejado entre los informes de los centros de inteligencia, en los que la resistencia docente aparece como un foco rojo para la seguridad nacional.

De suerte que el modelo educativo, inexistente en la praxis después de cinco años de oscurantismo pedagógico, se parece más a una plataforma electoral para recuperar la legitimidad y la gobernabilidad desde su punto más crítico: la reforma educativa. Tal plataforma comenzó, incluso, con el arribo de Aurelio Nuño a la SEP, pero toma mayor consistencia a través de una etapa prolongada de propaganda mediática so pretexto de consultar lo que se dio a conocer como documentos de discusión en 2016.

El nuevo modelo sólo será útil mientras aparezca en el discurso presidencial echando las campanas al vuelo porque ha nacido una “revolución educativa”, en tanto sirva para la persuasión del voto y el activismo político cada vez que los altos funcionarios públicos puedan seguir declarando, con sus matices cada uno, que los avances y la viabilidad de la reforma educacional se verán concretados si se da la continuidad del priismo en el próximo gobierno, de otro modo, un proyecto diferente que plantee la ruptura con el actual, pondría en riesgo el esfuerzo de todos los mexicanos.

Los tiempos del modelo educativo están encadenados a los del proceso electoral, más allá de éste perderá importancia en la agenda nacional; la evidencia implacable de su intrascendencia está en la ruta de aplicación en las escuelas, habrá que esperar hasta agosto-septiembre de 2018; es decir, después de las elecciones, en los últimos cuatro o cinco meses del actual gobierno, cuando ya estén empacando sus maletas para irse y al margen de poder concretar cualquier política pública por la transición hacia la nueva administración.

De ahí que sus conceptos pedagógicos repetidos, desgastados por la incongruencia entre el discurso y la realidad cotidiana de las escuelas –pero también de la sociedad– no hayan encontrado un lugar común donde habitar y que sean ejemplos palpables, vivos y orgánicos de que lo escrito en papel tenga evidencias; primero de que la reforma sea educativa y segundo de que haya dado muestras exitosas dignas de recuperarse. El propio slogan “educar para la libertad y la creatividad”, es la antítesis con la que se gobierna en México: el ejército en la calle intimidando a la sociedad civil es indicativo suficiente de tal incongruencia.

Además de ser una plataforma política, este modelo es la estrategia con la que hace dos décadas se inició el desmantelamiento del sistema educativo nacional público, el cual ha pasado de la descentralización federal a los estados, en algunos casos hasta la municipalización y ahora transita por esta nueva fase que coloca la “escuela al centro” como su atomización en núcleos separados de unidades autofinanciables, con la intervención cada vez más activa de la sociedad en el sostenimiento económico de las escuelas.

La pulverización de los sistemas educativos públicos no es la intención ocurrente de los políticos mexicanos, sino parte de las reconfiguraciones que se dan en la nueva organización de los consorcios económicos exitosos que se han acoplado a los cambios del capitalismo y sus revoluciones tecnológicas.

Betsy DeVos, la recién nombrada secretaria de educación en Estados Unidos, y además esposa del director ejecutivo de Amway, encarna el ideal de nueva empresa cuya base es el trabajo piramidal, en redes personales de vendedores y vendedoras, que sin ningún sistema de interrelaciones físicas o laborables que los vincule, generan nuevos patrones de autogestión individual de la economía empresarial y de consumo personal en línea. De hecho, para la señora DeVos, el sistema educativo conocido hasta hoy es obsoleto y debería funcionar en la misma lógica de su emporio familiar, para tal efecto la inversión estatal tendría que hacerse de forma directa a los centros escolares, tanto públicos como privados para la autogestión de escuelas, currículos y modelos de aprendizaje que sean ofertas diversas en el mercado educativo. De hecho su propuesta más fina es la financiación personal a través de un sistema de vouchers para el ejercicio real de la libertad de consumo, así que no sería difícil imaginar escenarios similares para el contexto mexicano como parte del proceso descentralizador que forma parte de este modelo educativo.

Cuando el modelo para la educación obligatoria mexicano plantea que el desafío del siglo XX fue la cobertura y que el del siglo XXI debe ser la calidad, nos está anunciando el abandono de cuatro millones de menores en edad de estudiar que no están en la escuela, de miles de planteles rurales o urbano marginales en los que aún prevalecen carencias estructurales, pero que no serán parte de esa concreción de la política educativa que se presume llegará a cada centro escolar, porque no los incluye a todos por igual, sino que dependerá del número de alumnos y sus resultados.

Asimismo, la reconcentración escolar es una medida de la escuela al centro, en la que Aurelio Nuño propuso eliminar 100 mil planteles de organización incompleta, los cuales atienden una población dispersa que representa un 15 por ciento en el universo total de alumnos, absolutamente prescindibles, porque no son sujetos de consumo, porque su capital cognitivo no servirá para acrecentar la economía del empresario, según demuestran los bajos niveles de aprendizaje medidos en las evaluaciones externas que justifican su exclusión.

El derecho universal a educarse en el lugar de residencia, por el sólo hecho de ser mexicano, ya no será una prioridad, mucho menos es una propuesta inclusiva según sus propios preceptos, porque la calidad educativa sólo llegará a las ciudades, a las zonas de crecimiento poblacional y desarrollo económico del campo; será accesible únicamente para los que cumplan con las mediciones estandarizadas de los aprendizajes, con lo cual se violenta el principio pedagógico de la educación integral y humanista que se pregona en el modelo educativo.

Este proceso de pulverización va en avanzada en el sector de la formación docente, donde Ana María Luz Aceves Estrada, quien fuera premiada como “vendedora diamante” por la empresa Amway –propiedad de la familia de Betsy DeVos– es la actual titular de la Coordinación Nacional del Servicio Profesional Docente. Hasta hoy, la exvendedora estelar de Amway no ha aplicado ninguno de los trece principios pedagógicos de la labor docente que se describen en el modelo educativo, pero sí ha llevado a cabo los de su matriz ideológica economicista: la entrega de recursos públicos a través de contratos exclusivos con instituciones privadas como el Tecnológico de Monterrey, la capacitación docente precarizada desde espacios virtuales y la eliminación de instituciones públicas para la formación continua, como es el caso de los Centros de Maestros.

Finalmente, es necesario decir que sí hay una revolución educativa, pero no por decreto presidencial, sino que se gesta desde seno del magisterio democrático, se cultiva en las comunidades autónomas y experiencias colectivas de educación popular; se discute, construye y valora de forma permanente en encuentros de redes y congresos pedagógicos alternativos. Sin embargo, ninguna de sus aportaciones que han hecho crisis en el paradigma impuesto por la globalización económica, están presentes en el nuevo modelo educativo para la educación obligatoria.

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El 13 congreso de la CNTE

MarcaTexto - 2017, Marzo 28 - 08:06

El 13 congreso de la CNTE

*Imagen cortesía de El Fisgón y La Jornada-160416.

Luis Hernández Navarro

La Jornada/280317.

A contracorriente, escasos meses después de librar con éxito la madre de todas las batallas contra la reforma educativa, el magisterio democrático nacional se reunió para hacer el balance de la jornada de lucha y prepararse para luchar por la democratización de su sindicato, de la educación y del país.

El 13 congreso nacional ordinario de la Coordinadora Nacional de Trabajadores de la Educación (CNTE) se efectuó en Ciudad de México entre el 24 y 26 de marzo pasados, precedido por fuertes protestas contra el gasolinazo, producto –según la coordinadora– de las reformas estructurales, en lo general, y de la reforma energética, en particular.

Estas protestas, de acuerdo con el diagnóstico del magisterio democrático, tienen como antecedente inmediato, los 124 días de huelga de los trabajadores de la educación por la abrogación de la reforma educativa, el incansable batallar de los padres de los 43 jóvenes de Ayotzinapa desaparecidos por la presentación con vida de sus hijos y centenares de luchas contra las reformas estructurales y sus efectos.

El congreso anterior de la coordinadora, el número 12, tuvo lugar en Chilpancingo, Guerrero, durante los días 19, 20 y 21 de diciembre de 2014. Allí se acordó estallar la huelga magisterial-popular contra la reforma educativa que puso de cabeza al país entre mayo y septiembre del año pasado.

Los congresos nacionales son el máximo órgano de gobierno de la CNTE. A lo largo de su historia ha efectuado 13 encuentros ordinarios de este tipo, dos extraordinarios, y múltiples asambleas nacionales representativas, foros y actos político sindicales.

Esta intensa vida asociativa se ha efectuado sin apoyo oficial alguno, y al margen de los estatutos del Sindicato Nacional de Trabajadores de la Educación (SNTE), al que pertenecen todos los integrantes de la coordinadora. Sus reuniones son resultado de la voluntad de los maestros de base y de su vocación autónoma y autogestiva. Sus acuerdos no tienen consecuencias legales de ningún tipo, pero sí un indudable impacto en el terreno educativo, sindical y político; se cumplen por la libre decisión de quienes los toman. 

La existencia misma de la CNTE, sus congresos y reuniones, así como sus movilizaciones son expresión del ejercicio de una forma particular de democracia radical. La celebración de los congresos nacionales está antecedida por la realización de congresos y asambleas estatales donde se nombran delegados y deliberan propuestas. Esta práctica de consulta a las bases explica el porqué de su sobrevivencia a casi 38 años de su formación, a pesar de todos los intentos hechos por el liderazgo del SNTE y por innumerables funcionarios públicos por desaparecerla y/o cooptarla.

La coordinadora efectuó su primer congreso ordinario entre el 27 y el 30 de septiembre de 1990, casi 11 años después de su fundación. Habían pasado 15 meses desde la movilización nacional más importante en su historia, que precipitó la salida del cacique Carlos Jonguitud Barrios, la disolución del grupo Vanguardia Revolucionaria y el arribo a la dirección nacional del sindicato de Elba Esther Gordillo.

En ese momento, las diferencias entre los dirigentes de la CNTE eran muy grandes. Elba Esther había logrado cooptar a algunos líderes regionales y, con la ayuda de un equipo de asesores que le acercó Manuel Camacho, había entablado buenas relaciones con sectores importantes de la intelectualidad y la academia. Complicando más las cosas, algunas corrientes opositoras se incorporaron al comité nacional del SNTE con la ilusión (que se mostraría a todas luces fallida) de que, desde allí, era factible democratizar el sindicato.

Ese primer congreso dotó a la coordinadora de documentos básicos, pliego petitorio y un plan de acción nacional, para tratar de unificar y coordinar sus acciones. Allí se definió a la CNTE como una organización de masas conformada por los trabajadores de la educación democráticos del país, independiente de la burguesía y su Estado, del charrismo sindical y de cualquier organismo político.

En aquel entonces, la coordinadora se describió a sí misma como frente de clase, en el que participan trabajadores de la educación que aceptan el principio universal de la lucha de clases, independientemente de su color, sexo, credo religioso e ideología política.

En ese primer congreso, los dirigentes estaban preocupados por el reflujo vivido después de la primavera magisterial de abril y mayo de 1989. Según su diagnóstico, ello era producto no de la dinámica natural de los movimientos de este tipo, sino de la falta de un proyecto sindical clasista, de la ausencia de un plan de acción consensuado nacionalmente y de la polarización de las diferencias internas.

Casi 28 años después de ese primer congreso, las conclusiones a las que llegó el 13 son, a un tiempo, muestra de fidelidad a este proyecto original de independencia y autonomía de clase, y expresión de una propuesta político-sindical mucho más compleja, sofisticada y elaborada. Una propuesta que, más allá de las demandas estrictamente gremiales, propone luchar explícitamente contra el imperialismo y el colonialismo interno, y unir en un referente nacional, al pueblo y al magisterio en la abrogación de las reformas estructurales. 

Investigadores, analistas y comunicadores enemigos del movimiento, han elaborado, para consumo de la opinión pública, una versión caricaturizada del magisterio nacional, que sirve para denostarlos pero que nada tiene que ver con la realidad.

Las conclusiones a las que llegó el 13 congreso de la coordinadora son un recordatorio de qué tan equivocados están en sus juicios. Si no quieren seguir errando no les vendría mal ponerse a estudiar a la CNTE.

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Nota mía: Respetuosamente me permití modificar levemente la estructura del artículo de Luis Hernández Navarro, con la exclusiva finalidad de facilitar su lectura en el formato de Odiseo. Alfredo Macías Narro.

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México… Al filo de la navaja

Bitácora Educativa - 2017, Marzo 27 - 11:50

México… Al filo de la navaja

*Imagen cortesía del compañero caricaturista Bertelli.

Alfredo Macías Narro

Febrero del 2017.

A manera de introducción

Las relaciones entre México y los Estados Unidos de América históricamente han sido de toda índole, menos tersas o amistosas.

En el siglo XIX, desde sus inicios, los Estados Unidos habían construido su visión de política de seguridad nacional, mediante la implantación forzada en toda América de su hegemonía militar, política y comercial, a través de la expansión territorial, económica e ideológica:

“Ya desde 1823 el Presidente de los Estados Unidos, James Monroe había enunciado la ahora famosa doctrina que lleva su nombre y que se resume en la frase “América para los americanos” que entrañaba una clara advertencia a las potencias europeas para que no se entrometieran en los asuntos internos de América Latina.  Más tarde, con la teoría del 'Destino Manifiesto' (1845) de John L. O’ Sullivan, los Estados Unidos enfatizarían su “destino revelador” de paladines y defensores de los derechos de los países latinoamericanos ante los gobiernos tiranos de Europa. Estados Unidos, había establecido como estrategia la compra y conquista de nuevas tierras. Pasando por tres etapas claramente diferenciadas en el siglo XIX: 

1. Primera etapa:(1800 a 1819).- Busca la anexión ya sea por compra o por cesión de territorios que aún controlan Francia y España en Norteamérica. De esta forma, se anexan la Louisiana, Indiana, Illinois, Mississippi, Alabama y Florida, tierras de gran importancia desde el punto de vista agrícola y comercial. En el caso de la Louisiana fue comprada a Francia por once millones de dólares obteniendo con ella una salida al Golfo de México a través del puerto privilegiado de Nueva Orleáns que les serviría para sus avances comerciales  y territoriales.  

2. Segunda etapa:(1835 a 1848).- Pretenden extender su frontera hasta el Océano Pacífico. El hecho más importante de este período es la separación (1836) y la anexión de Texas (1845) y la guerra con México (1846-1848) a través de la cual adquirían los estados de Nuevo México, California y Arizona. En California se podía contar con el Puerto de San Francisco para comerciar con Asia. 

3. Tercera etapa:(1860 a 1890).-Se define como un desplazamiento hacia el oeste y exterminio de tribus indias, impulsada por la búsqueda de oro y tierras”. [1]

El expansionismo estadounidense tuvo dos marcados rumbos; la expansión al oeste, en busca de unir el atlántico con el pacífico y adueñarse de las extensas praderas del medio y bajo oeste y el extensionismo territorial hacia el sur.

No nos vamos s detener en el análisis de las causas de la guerra contra México, excepción hecha quizá del paralelismo causal de la política en nuestro país, entonces y ahora, así como las personalidades presidenciales gringas, concomitantemente dignas de consultorio psiquiátrico, del James K. Polk de entonces y el Donald Trump de ahora.

Los antecedentes inmediatos a la intervención norteamericana

“En 1845, Polk envió a John Slidell

[2]

a la Ciudad de México con la encomienda de imponer cuatro puntos de importancia estratégica para los EUA, a saber:

1. Negociar la frontera del Río Grande (conocido como Río Bravo del Norte en México).

2. Llegar a algún acuerdo respecto de las demandas del dinero que México debía a los ciudadanos estadounidenses.

3. Polk pensó que podría vincular ambas cosas y perdonar esa deuda a cambio de que México reconociera la frontera del Río Grande.

4. Sondear el posible interés del gobierno mexicano en vender la alta California y Nuevo México.

Luego, casi como idea tardía, Polk le pidió a Slidell que tanteara el interés del gobierno mexicano en vender California y Nuevo México. Entonces esos eran los cuatro objetivos de Slidell: establecer la frontera del Río Grande, resolver la cuestión de las demandas, y la posible compra de California y Nuevo México”.

[3]

De acuerdo con Sam W. Haynes, historiador de la Universidad de Texas en Arlington:

“James Knox Polk era un abogado de pueblo, un hombre provinciano tanto en su perspectiva como en sus gustos (…) Dentro de lo que sabemos, sus únicos materiales de lectura eran documentos gubernamentales y las Escrituras. Era un hombre cuya mente estaba cerrada a las abstracciones y a las nuevas ideas (…) A Polk no le gustaba delegar autoridad, y por lo tanto se involucró en los asuntos cotidianos de los miembros de su gabinete (…) Las sutilezas de las negociaciones diplomáticas entre las naciones eran algo incomprensible para una persona como James K. Polk. Él practicaba una política en la cuerda floja. En realidad, no importaba que el país fuera México o La Gran Bretaña: Su posición para negociar era la misma. Polk realmente creía que podía presionar a ambas naciones y lograr que se rindieran a las exigencias estadounidenses”.

[4]

“A Polk no le importaba la reacción mexicana. Cuando envió a Slidell a la Ciudad de México, aparentemente nunca consideró que esto tendría un impacto desastroso en las relaciones entre Estados Unidos y México. Algunas personas son de la opinión que esto sugiere cierto desdén de Polk hacia el pueblo mexicano, y creo que es un argumento válido. Polk estaba completamente inconsciente de la posición y el temperamento mexicanos. Simplemente no le importaba”.

[5]

“Así, el gobierno de Valentín Gómez Farías, hacía uso de sus facultades cuando el 11 de enero de 1847 decreta la ocupación de los bienes de manos muertas, para destinarlas al auxilio de las tropas que defendían el territorio nacional. Las corporaciones eclesiásticas se resisten a entregar al gobierno los títulos de las fincas; el gobierno encarga al gobernador del Distrito que adquiera los títulos, Juan José Baz procedió incontinenti a ejecutar lo mandado; en respuesta, el clero se propuso quitar a Gómez Farías del poder”.

[6]

 La traición de los ‘polkos’; la Iglesia y la derecha reaccionaria

“Los “Polkos” se pronuncian en contra del gobierno de Valentín Gómez Farías, presidente sustituto de Antonio López de Santa Anna. El hecho ocurre mientras el país está siendo invadido por los Estados Unidos. Matías de la Peña Barragán, se subleva en protesta por el decreto de ocupación de los bienes de la iglesia para obtener recursos para sostener la guerra contra los invasores norteamericanos. La Iglesia había colaborado antes con el gobierno porque temía que los norteamericanos impusieran la libertad de cultos.”

[7]

“El ‘Plan para la Restauración de los Verdaderos Principios Federativos’, exige la derogación de dicha ley y el regreso de Santa Anna a la presidencia. Los batallones de “polkos” son comandados por oficiales surgidos de las clases acomodadas y se les llama así, porque sus jefes son aficionados a bailar polkas, baile de moda; pero también, por su actitud ante la invasión, ya que son partidarios del presidente Polk de los Estados Unidos, de quien se dice recibieron no menos de cincuenta mil dólares para estallar su movimiento. Tiene éxito la recomendación del presidente Polk a sus jefes militares en campaña contra México, de alentar sublevaciones militares e indígenas (como sucedió en Xichú y otros pueblos), de promover el alejamiento de la población de su gobierno y de incitar a la gente a adoptar una actitud neutral ante la invasión norteamericana.”

[8]

“Mientras tanto, en el Congreso dividido, de inmediato los diputados se entramparán en violentas discusiones: se apodarán con epítetos de traidores, perversos, corrompidos y otros… El clero financia la guerra civil de modo que los pronunciados están bien pertrechados mientras que los han ido a Veracruz a combatir a los ejércitos invasores de Estados Unidos, padecen por falta de provisiones….”

[9]

 El cónsul norteamericano Black John escribe acerca del suceso:

“¿Qué pueden pensar las naciones extranjeras de esta gente, que bajo ninguna circunstancia deja de entregarse a luchas civiles para aniquilarse recíprocamente, no obstante que más de la mitad de su país se encuentra ocupado por fuerzas extranjeras, y la otra en peligro de correr la misma suerte? Su conducta los exhibe como incapaces, tanto para gobernarse por sí mismos, como para ser gobernados por los demás, aunque su proceder los arrastra a este último destino, hasta el grado de que, si persisten un poco más, no dejaran otra alternativa a nuestro país que someterlos a su protección paternal.”

Pese a la oposición formal de muchos congresistas y algunos gobernadores, en general los estadounidenses aceptan como un mal necesario la invasión a México y concretar sus ambiciones territoriales, en pos de la materialización de su ‘Destino Manifiesto’

[10]

Esto es cierto, sin embargo la centenaria relación entre los territorios de América del Norte y sus pueblos, antes de la impostura hegemónica de los nuevos amos blancos, inmigrantes en su inmensa mayoría por cierto, generaron una añeja y sólida tradición cultural que pervive hasta nuestros días. La cultura chicana es una clara muestra de ello.

Ante la denodada, pero débil y dispersa resistencia mexicana, Polk no lograba comprender por qué México seguía luchando. A medida que la guerra se prolongaba, el movimiento antibélico en Estados Unidos seguía creciendo; y tal como sucedió contra la guerra contra Vietnam en los años 60 y 70 del S. XX o la resistencia contra Trump en este 2017, Estados Unidos comenzó a encontrarse en un callejón del que no parece haber una salida diplomática a la vista.

De qué son capaces los gringos

En los turbulentos días de psicosis bélica que corren, sería un craso y tendencioso error, falto de visión histórica, el pretender que la historia moderna del terrorismo comenzó el 11 de septiembre, con el autoataque contra las torres gemelas del Centro Mundial de Comercio (WTC, por sus siglas en inglés) de la ciudad de Nueva York y contra el Centro Estratégico del Comando Militar estadounidense, mejor conocido como "El Pentágono". Es menester detenerse a reflexionar profundamente en las causas, añejas y complicadas que han desembocado en esta situación.

No, la historia moderna del terrorismo, en que se ha involucrado el gobierno norteamericano, comenzó la noche del 15 de febrero de 1898, en que el buque de guerra norteamericano "Maine" voló en pedazos en el puerto de La Habana y sirvió como pretexto para que los Estados Unidos declarase la guerra en contra de España, a quién le atribuyeron dicho acto de "sabotaje terrorista" y que tuvo como desenlace, que los norteamericanos se apoderaran de Cuba y de Filipinas.

La verdad se supo no mucho después de eso. Fueron los propios norteamericanos quiénes realizaron el atentado, sin importar que asesinasen con ello a sus propios marinos. El objetivo era construir un "casus belli" contra España, que tuviese la legitimidad suficiente ante los ojos del pueblo de los E.U.A. y que enfocara hacia un enemigo visible y bien identificable, sus entendib1es sentimientos de revancha.

Las razones económicas por las que los gringos desplazaron a España del dominio político, administrativo de Cuba y Filipinas fue, en el primer caso, de establecer una ‘puerta de entrada’ a tierras mexicanas mediante el dominio de la isla caribeña, a la sazón la mayor y más importante y, desde luego, apoderarse de la producción y comercio del azúcar, por entonces uno de los más grandes del mundo.

En el caso de las Filipinas, era estratégico para los EUA apoderarse de la Alta California para, por un lado, consolidar una etapa vital de su ‘Destino Manifiesto’ o sea su movimiento expansionista hacia el sur y el suroeste.

Recordemos que la antigua Nueva España mantenía la principal ruta comercial marítima con el lejano oriente (China y Japón, principalmente) de todo el continente americano (la añeja y legendaria ‘Nao de China’) y, con el despojo a México de Sn. Francisco, podían ahora desplazar la ruta comercial de Acapulco hacia el norte. El voluminoso tráfico humano de personas desde china, para la construcción de la red ferroviaria norteamericana fue uno de los ‘logros’ que obtuvieron.

La historia se vuelve a repetir la noche del 6 al 7 de diciembre de 1941, cuando, a pesar de que el código secreto japonés, el famoso "Código Púrpura" ya había sido descifrado por la inteligencia militar norteamericana y se sabía con suficiente anticipación del ataque nipón a las islas Hawaii.

Resulta curioso, por decir lo menos, que presentaran a su Flota del Pacífico inerme, como un apetitoso cebo, para la armada japonesa (trampa en la que ingenuamente cayeron éstos) y, sin embargo, la flotilla de sus valiosos portaaviones había salido, con sospechosa oportunidad, de maniobras en la víspera del ataque aéreo. El gobierno de los E.U.A. guardó silencio, a fin de que ocurriese el ataque y se pudiese empujar al pueblo norteamericano a una guerra que no quería.

En Europa, los norteamericanos (de día) y los ingleses (de noche), comenzaron los eufemísticamente llamados "ataques estratégicos", que no eran otra cosa que el bombardeo indiscriminado contra la población civil alemana; ¿El saldo? Más de medio millón de civiles alemanes muertos y poco menos de setecientos mil gravemente heridos (tan sólo en la ciudad alemana de Dresden, hubo más de cien mil civiles muertos, la mayor parte abrasados por las llamas o asfixiados por la falta de oxígeno y los gases venenosos en los bombardeos incendiarios nocturnos de los días 13 y 14 de febrero de 1944).

El único (hasta ahora) bombardeo nuclear genocida fue cometido por los gringos

Al otro lado del mundo, las cosas fueron igualmente dramáticas. Antes del ataque nuclear contra las ciudades japonesas de Hiroshima (el 6 de agosto) y Nagasaki (el 9 de agosto) de 1945, los norteamericanos repitieron la trágicamente probada fórmula de bombardeos masivos de terror en contra de la población civil en varias ciudades japonesas, como Kobe, Kyoto, Nagoya, Osaka y, principalmente, contra Tokio, con bombas incendiarias y latas de fósforo líquido (para avivar los incendios en las construcciones civiles, mayoritariamente hechas de madera). Destaca el ataque contra la capital japonesa, efectuado la noche del 24 de noviembre de 1944, que causó un incendio de enormes proporciones y causó más de diez mil muertos. El resultado del empleo de bombas nucleares, causó en ambas ciudades japonesas, cerca de ciento treinta mil muertes (tan sólo en el primer contacto); las muertes posteriores por exposición a la radiación y por quemaduras, se estima en al menos cerca de cien mil personas más.

Y, a propósito de México, casi nadie recuerda el controvertido motivo de la entrada de nuestro país en la segunda guerra mundial: El hundimiento de los buques mexicanos "Potrero del Llano" y "Faja de Oro", acaecido los días 13 y 20 de mayo de 1942 en aguas del Golfo de México, presuntamente a manos de submarinos alemanes. Sin embargo, en diversos círculos nacionales, incluyendo a militares de alto rango,

[11]

se ha sospechado siempre que tales acciones corrieron a cargo de sumergibles y/o barcos de superficie norteamericanos.

El ‘Casus Belli’ ¿mexicano?

Para ser más precisos, es menester recordar los poco claros acontecimientos relacionados que precipitaron la entrada de México en la Segunda Guerra Mundial.

El ataque al “Potrero del Llano”. En torno a las causas propiciatorias de la entrada de México a la contienda, probablemente la más conocida (y tal vez insuficientemente discutida y estudiada) es el ataque al buque tanque “Potrero del Llano”, ocurrido hacia la media noche del día  13 de mayo de 1942, a corta distancia de la ciudad de Miami. No hay rastro de tal sumergible; solamente el guardacostas

[12]

norteamericano “Némesis” aparece de la nada para rescatar a los sobrevivientes.

El ataque al “Faja de Oro”. El día 20 de mayo de 1942, un segundo buque tanque de Pemex es atacado y hundido, cerca de las costas de "Key West" ("Cayo Hueso"), Fla. USA, y al igual que en el caso del hundimiento del "Potrero del Llano", acaecido el día 13 de ese mismo mes y año, hay múltiples contradicciones e inconsistencias en las condiciones en que ocurrió.

De acuerdo con los datos históricos conocidos, el "Faja de Oro" viajaba en lastre, es decir vacío; provenía del pequeño puerto industrial de Marcus Hook, Del. USA, tras haber descargado 56 mil barriles de crudo, con rumbo a su fondeadero habitual en el puerto de Tampico, Tamps. Méx. Las versiones de los sobrevivientes son, al igual que en el caso del hundimiento del “Potrero del llano”, muy contradictorias; las versiones van desde la afirmación que el buque había embestido y echado a pique al submarino, hasta la discrepancia en el método de ataque sufrido pues, en tanto unos afirman que fue por fuego de cañón, otros afirman que fueron torpedeados. La discrepancia en la hora del ataque es notable; hay quien asegura que fue a las 20:15 hrs. Del 20 de mayo, en tanto que otros consignan que acaeció a las 4:21 hrs. del día 21

[13]

.

Finalmente, los sobrevivientes fueron rescatados por el omnipresente guardacostas norteamericano "Némesis", mismo que participó en el rescate de los náufragos del "Potrero del Llano" apenas un par de semanas antes.

[14]

Los países occidentales en  general y los Estados Unidos en particular, se suelen presentar a sí mismos como una especie de paladines de la libertad y la democracia. La mezcolanza de artimañas, engaños y cinismo con que aquéllos han sojuzgado por la fuerza a muchas naciones y sociedades enteras, aún a costa de sacrificar, en muchas ocasiones, a sus propios conciudadanos.

Es aterrador y aberrante conocer como los gobiernos inescrupulosos y sanguinarios de los Estados Unidos de América, han empujado a la guerra a naciones enteras bajo el influjo de la propaganda tendenciosa, la mentira abierta y la fuerza bruta.

Con base en estos hechos, el día 28 de mayo de 1942, México declara la guerra a los países del Eje.

[15]

El ulterior desarrollo de la escalada de violencia, desatada por los Estados Unidos, la Gran Bretaña y sus "aliados", (eufemísticamente llamada en los medios, desde "guerra contra el terrorismo", hasta "acciones de respuesta"), ha alentado que algunas voces, incluso dentro de los propios Estados Unidos, se hayan empezado a dejar oír, no sólo para llamar urgentemente a la paz mundial o hacer una moción de cordura a los dirigentes del mal llamado "mundo libre", sino para hurgar en la casi perdida memoria histórica y encontrar los, ahora censurados, casos de injerencia terrorista de los norteamericanos en otros lados del mundo.

Entre tantos, encontramos una nota periodística

[16]

relativa a la entrevista concedida al diario “Jornal do Brasil" por el ingeniero químico estadounidense Robert Muller Hayes, de la que cito textualmente:

"Hayes trabajó para la Agencia Central de Inteligencia (CIA) entre 1972 - 1976, cuando el país era gobernado por una dictadura militar apoyada por Washington. En ese periodo se dedicó a cosechar informaciones comprometedoras sobre políticos, sindicalistas y militares brasileños, y también fue encargado de asesinar a militantes de izquierda latinoamericanos que estaban en Brasil. Hayes afirma que organizó el asesinato de un grupo de chilenos y cubanos que estaban refugiados en la casa de un sacerdote en Sao Paulo, pero no reveló sus nombres. Su colaboración habría cesado en 1976, cuando se negó a aceptar una <propuesta indecorosa> que recibió de la CIA: preparar un atentado terrorista en Sao Paulo, contra el propio consulado estadounidense, un teatro vecino a la representación diplomática o la Catedral Metropolitana. Según el ex agente, los actos serían atribuidos a organizaciones de lucha armada de izquierda, que en ese entonces combatían la dictadura militar que gobernó Brasil entre 1964 y 1985".

En ese punto, refiere Hayes: "...ellos superaron el límite. Yo seguía una regla sencilla: sólo mataba a personas malas,(sic) nada de inocentes, mujeres y niños. Es necesario mantener ciertos principios y cuando me negué a participar en ese plan, pasé a ser perseguido y amenazado de muerte". 

Como puede desprenderse de las declaraciones de Hayes, el gobierno de los Estados Unidos ha estado más que dispuesto a reeditar el episodio del hundimiento del "Maine" cuantas veces lo considere conveniente y en los lugares que, a sus intereses económicos, políticos y militares, les resulta redituable.

¡Cuidado, mucho cuidado! con cualquier provocación contra la embajada y/o algunos consulados gringos… Mucho cuidado con que incendien el WTC de la Cd. de México o que secuestren y linchen a algunos turistas estadounidenses los auténticos terroristas de la CIA.

Impidamos a toda costa que Trump y sus halcones puedan edificar un Casus Belli contra México. El siguiente paso sería una intervención armada directa. Igual de Polk en 1845, ya lo dijo Trump en 2017: “Si no saben gobernarse solos, hay que darles una ayudadita”.

El nacionalismo patriótico; allá y aquí

La encarnación de la resistencia a la transculturación de los chicanos en territorio estadounidense, lo representan los ‘Boinas cafés’ (‘Brown berrets’), cuyo movimiento, aunque disminuido y soterrado, todo apunta a su resurgimiento. Su objetivo principal en sus inicios, fue concretar la ideología chicana, establecida en ‘El Plan Espiritual de Aztlán’

[17]

, que implicaba intervenir en las políticas de las instituciones que involucraban a chicanos: Educación, policía, seguridad social, e inmigración. Como organización, los ‘Boinas cafés’ han realizado nutridas manifestaciones, así como otras acciones locales en el sur de California, convocadas para mostrarle al público en general la opresión y el racismo que prevalecían sobre los chicanos.

La resistencia antitrumpista hará resurgir con una gran fuerza y vitalidad a esos dignos descendientes de mexicanos, en los antiguos terruños, otrora nuestros por ley, pero que siguen siendo fieles a la ancestral raigambre, basada en los usos, costumbres, lenguaje y orgullo por su raza; La Raza, así con mayúsculas, como le denominan desde California hasta Texas y de Chicago a Nueva York.

La ascensión imparable de la derecha más primitiva y estólida en los EUA, se configura como un extraordinario peligro para el mundo entero. Numerosos analistas, periodistas, economistas e investigadores sociales dan cuenta de ello en diferentes foros y en diversos tonos. Por ejemplo, Adolfo Gilly dice:

“En una carta de septiembre pasado (2016) Marshall Sahlins, admirable antropólogo nacido en Chicago en 1930, escribió:

‘Los mexicanos son para Trump lo que los judíos eran para Hitler: violadores, traficantes de drogas, asesinos, una degenerada raza criminal que debe ser arrestada y deportada para preservar la pureza de los estadunidenses y la mera existencia de la patria’.

[18] 

En el sentido de resistencia ante las autoritarias iniciativas trumpistas, son notables los comunicados de los alcaldes de N. York, Bill de Blasio y de Los Angeles Eric Garcetti:

“Nueva York y Los Angeles, las dos mayores "ciudades santuario" de Estados Unidos, prometieron resistir al castigo de Donald Trump y seguir protegiendo a sus inmigrantes sin papeles”.

"Protegeremos a toda nuestra gente sin importar de dónde vienen y sin importar su estatus migratorio", dijo el alcalde de Nueva York, Bill de Blasio, en una conferencia de prensa convocada a las prisas luego de que el flamante presidente Trump firmara decretos contra los inmigrantes”.

“La decisión de Trump de cortar fondos federales a la policía de las cerca de 300 "ciudades santuario" del país será "contraproducente" y las tornará menos seguras, añadió”.

"Separar a las familias y cortar financiación a cualquier ciudad -especialmente a Los Angeles, por donde entra el 40% de las mercaderías estadunidenses, y por cuyo aeropuerto viajaron más de 80 millones de pasajeros el año pasado- pone la seguridad personal y la salud económica de toda nuestra nación en riesgo", advirtió asimismo el alcalde Eric Garcetti en un comunicado”.

“El alcalde de Los Angeles aseguró que su ciudad seguirá siendo tolerante y dará la bienvenida a todas las personas "sin importar lo que suceda en Washington DC".

“Los alcaldes de otras cuatro ciudades californianas, San Francisco, Oakland, San José y Berkeley, también denunciaron el decreto de Trump en un comunicado conjunto”.

Justamente a contrapelo de estas medidas de protección, el gobierno del estado de Texas (pero como no) está a punto de declarar ilegales las ciudades santuario en su territorio. De prosperar esta propuesta, tal vez Arizona y Nuevo México le sigan a continuación.

A diferencia de lo que está ocurriendo en la Unión Americana, en México el endeble e ilegítimo gobierno de Peña Nieto trata formar, al lado de la Iglesia y de la derecha más recalcitrante una especie de ‘Unidad Nacional’ que, al menos en la parte formal es una cosa de risa.

Es una postura rayana en la esquizofrenia que los convocantes a marchas y manifestaciones callejeras de la ‘Unidad Nacional’ de marras sean, justamente, los procuradores de la represión y la mano dura; figuras deleznables como la de la Sra. Isabel Miranda de Wallace (eterna vividora de la manipulación de la figura del hijo secuestrado/asesinado) o la ominosa cuan caricaturesca facha de Claudio ‘X’ González (presidente de la fascista organización ‘Mexicanos Primero’), entre otros igualmente nefastos.

Estos nuevos ‘Polkos’, buscan simple y llanamente defender sus intereses particulares, como permanecer en el TLCAN o seguir medrando en el último lugar de la OCDE, a cambio de jugosos cuan turbios negocios.

El gobierno peñista, tal como ocurrió con el gabinete mexicano de 1845, se apresta a declarar más titubeantes mentiras, en busca de una fortaleza que nunca ha tenido y de la legitimidad que jamás ha gozado.

A manera de conclusiones

Han comenzado a dividirse las voces en torno a estos falaces llamados a una ‘Unidad Nacional’ que simple y llanamente no existe, porque no puede existir.

Algunas opiniones de respetables compañeros analistas dicen, a la manera de la famosa tesis de Mao-Tse-Tung: ‘Primero el enemigo de afuera… Después el enemigo de adentro’, en referencia a enfrentar en alianza temporal a los japoneses con los nacionalistas encabezados por Chiang-Kay-Chek, durante la invasión a China de 1939.

Otras visiones, nos hablan de dar la espalda al oportunismo de la derecha y el gobierno y comenzar a erigir un Frente Amplio Democrático y Popular.

¿Quiénes deberán encabezar este movimiento de abajo? La respuesta no es sencilla, pero es de suma urgencia formularla. La primera respuesta, a botepronto, es obvia; Andrés Manuel López Obrador… Quizá. Si se quita de la cabeza esas tonterías de la república amorosa y demás, al tratar por tercera vez acceder al poder a través de las urnas. No. Sabemos que nuevamente le cerrarán el paso, mediante un nuevo fraude o por medidas más extremas y, en todo caso ¿realmente intentaría un cambio de fondo, pacífico y no claudicante? Lo dudo mucho.

Creo que estamos ante el descarnado fin de una democracia que sólo existió por breves instantes en 1999-2000. Es tiempo de una dirigencia fuerte, independiente y No partidista, que conduzca con honestidad y claridad los designios del pueblo ¿Marcos o como sea que se haga llamar ahora? No, no ha abierto la boca. ¿Mireles? No, tampoco; está encarcelado y muy enfermo.

Creo que este nuevo liderazgo, individual quizá, deberá surgir y abrirse paso a golpes de popularidad y honestidad política directamente desde abajo y rindiendo cuentas a las masas, en una marea que, o es ascendente y en crecimiento o no será.

Finalmente, manifiesto que al igual que muchos compatriotas hombres y mujeres con vergüenza y dignidad, estoy dispuesto a defender a mi país contra ese invasor yanqui del nuevo siglo, que asoma su colmillo inmundo tras la sombra ignominiosa de un muro; sólo lamento no tener esa misma certeza acerca de las ‘armas nacionales’, pues no sé a quién le dispararán, llegado el caso.  

[1]

“México y la primera intervención norteamericana”. Tte. Navío SDN. Prof. Leticia Rivera Cabrieles Mtra. en Historia. Documento en PDF.

[2]

Ex senador,  fue delegado en México en los meses que precedieron al estallido de la guerra entre ese país y Estados Unidos.

[3]

http://www.pbs.org/kera/usmexicanwar/prelude/jp_bluffs_and_boundaries_esp.html

[4]

Íbid.

[5]

Íbid.

[6]

Doralicia Carmona Dávila. http://www.memoriapoliticademexico.org/Efemerides/2/26021847.html

[7]

Íbid.

[8]

Íbid.

[9]

Íbid.

 

[10]

La doctrina del ‘Destino Manifiesto’ (en inglés, ‘Manifest Destiny’) es una frase e idea que expresa la creencia en que Estados Unidos de América es una nación destinada a expandirse desde las costas del Atlántico hasta el Pacífico. Esta idea es también usada por los partidarios para justificar otras adquisiciones territoriales. Los partidarios de esta ideología creen que la expansión no solo es buena, sino también obvia (manifiesta) y certera (destino). Esta ideología podría resumirse en la frase: «Por la Autoridad Divina o de Dios». https://es.wikipedia.org/wiki/Doctrina_del_destino_manifiesto La frase pasó a convertirse con el tiempo en una doctrina.

[11]

Omito dar sus nombres, excepto el de mi propio padre; el Teniente Coronel Piloto Aviador, Alfredo Macías Jaime, veterano del Escuadrón Aéreo de Pelea 201, de la Fuerza Aérea Expedicionaria Mexicana, (unidad de caza-bombardeo, que entró en acción del lado de los aliados contra los japoneses en el teatro del pacífico) y con una distinguida carrera militar de treinta años en la Fuerza Aérea Mexicana. Estoy cierto de que esto no obra en contra de su honor y su memoria, sino por el contrario, lo enaltece y lo ennoblece aún más.

[12]

Cabe la aclaración que estos pequeños y veloces buques van armados con cañones y tubos lanzatorpedos.

[13]

N del A. Cabe hacer mención que en los pocos datos oficiales que encontramos del "Némesis", no se hace menión de ninguno de estos hechos.

[14]

Testimonio de Ricardo Gallardo Figueroa, conocido popularmente como "El Negro Gallardo", fue un tripulante sobreviviente del buque petrolero "Potrero del Llano". http://www.noroeste.com.mx/pub/139294

[15]

Ver del autor la obra  “Fuerza Aérea Mexicana; una travesía histórica”, Pp. 19-22.               http://odiseo.com.mx/category/autor/alfredo-macias-narro  

[16]

En páginas interiores del diario mexicano La Jornada. Octubre del 2001.

16 El Grito del Norte (Alburquerque, New Mexico). -- Vol. 2,  no. 9 (Jul. 6, 1969). Autoría de Alurista. Registro ICAA 803398. Investigación de Tere Romero.

[18]

Adolfo Gilly. ‘El presidente Trump y la República Mexicana’. La Jornada. 151116.

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